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Billie Eilish e Billie Joe Armstrong falam à Rolling Stone sobre dilemas da fama

Lembra que a gente mostrou aqui na última semana um ensaio maravilhoso feito por Lana Del Rey e Elton John para a revista Rolling Stone? Foi lindo demais ver duas gerações distintas da música ali, frente a frente, discutindo temas importantes pra formação artística. A proposta, na verdade, faz parte de um especial da publicação chamado “Musicians On Musicians” e promete trazer ainda outros nomes.

Além de Diddy e DJ Khaled, a publicação convidou outros dois ícones incríveis e que tem uma característica bem comum: um apelo enorme ao público jovem! Billie Eilish e Billie Joe Armstrong, líder do Green Day foram os escolhidos das vezes e tiveram tanto fotos, quanto entrevista divulgados nesta terça-feira (29) na conta do Instagram da publicação.

Nesta comunhão, eles fizeram algumas revelações bastante interessantes. Armstrong, por sua vez, foi só elogios à cantora e lhe deu conselhos! Disse que participar deste projeto foi uma chance de explicar o quanto ele admira o trabalho da colega. Fofo!

“Eu sei que isso parece estranho, mas eu sempre giro em torno de músicas que se parecem, que soam como a liberdade. E é isso que tiro da sua música. É como se fosse uma pessoa sincera, que está se expressando e incorporando novos sons. Há algo de jazz nisso e é legal dizer (…) Sua música se parece com a liberdade pra mim. Sua canção ‘Wish You Were Gay’ foi feita pros rádios e eu acho que ela pode salvar vidas”.

O músico também encorajou Billie Eilish a seguir colhendo frutos provenientes de seu sucesso recente, explicando que ele, por sua vez, nunca teve tempo de tirar um momento de descanso após o lançamento de “Dookie”, do Green Day. O disco, lançado em 1994, vendeu 10 milhões de cópias.

“Eu tinha apenas 22 anos. Tive um filho ao mesmo tempo e me casei, então foi um ano louco. Lembro-me de estar muito assustado. Eu estava tocando um tipo de música que nunca tinha tocado nesse tipo de parada antes. Mas o que eu realmente queria fazer era continuar trabalhando e continuar escrevendo músicas. Eu nunca quis sentir como se estivesse aproveitando a situação. Eu realmente não parei e cheirei as rosas. Mais tarde, eu fiquei tipo, ‘Eu me diverti o suficiente? Foi divertido? ‘Porque a sensação de quando você se torna popular como músico, isso nunca acontece duas vezes. Depois disso, você deve continuar criando coisas novas para manter as coisas interessantes em sua vida.”

Eilish, em resposta, falou sobre as pressões que vem sentindo enquanto está em turnê, bem como seus sentimentos ao voltar pra casa – momento em que fica mais próxima de seus amigos.

“Meu próximo álbum me assusta. Houve um período em que eu fiquei, tipo ‘Eu gosto mesmo de música?’. Parecia que havia sempre uma turnê. E não quero dizer isso a respeito dos shows, eles são sempre minha parte favorita. Mas era apenas viajar e ficar sozinho o tempo todo, em um ônibus frio na Europa, com uma comida horrível e, quando você volta, todo mundo se afasta de você. Essa última turnê que fiz foi a primeira que gostei. E sinto que tenho uma coisa incrível que agora realmente vejo.”

A entrevista completa, em inglês, pode ser acessada aqui.

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