Menu Papel POP

A evolução das Panteras ao longo das décadas

Já faz mais de quarenta anos desde que a série “Charlie’s Angels” estreou na TV norte-americana. O fato é que tão logo os episódios chegaram à grade de programação da rede ABC e a história do trio de agentes secretas se tornou uma febre internacional. É claro, diante de um impacto cultural tão grande, nem mesmo o tempo seria páreo para elas.

Farrah Fawcett, Drew Barrymore, Rachel Taylor… estes são apenas alguns dos nomes responsáveis, em diferentes gerações, por encarnar o trio de espiãs mais famoso do planeta. Sob o comando misterioso do chefe Charlie Townsed, elas se articularam contra toda e qualquer investida do crime organizado. Agora, em 2019, novas missões estão nas mãos do trio Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott, protagonistas de um novo longa que chega aos cinemas em 14 de novembro.

Inteligentes, poderosas e espertas… essas são características que sempre pertenceram a cada uma das Panteras, mas que agora precisam ser potencializadas. Novamente sob a orientação do misterioso Charlie, sua luta passa a ser internacional com a expansão da agência de segurança com várias filiais ao redor do mundo. Ou seja, seus casos também envolvem um grau de complexidade maior.  

Mas, afinal, por quais caminhos tortuosos essas agentes secretas passaram? Quais foram seus desafios? O que há por trás de sua história? Fomos bem FBI e quisemos construir uma linha do tempo. Como dizem que relembrar é viver, se joga!

Série original (1976-1981)

Um clássico! A série original de “As Panteras” chegou às TVs norte-americanas em 22 de setembro de 1976, tendo ficado no ar por 5 anos. No total, foram 115 episódios, todos ambientados na cidade de Los Angeles – onde as personagens de Kate Jackson, Farrah Fawcett e Jaclyn Smith, Sabrina, Jill e Kelly, bancavam corajosas detetives. Uma coisa que chamou a atenção do público logo de cara foi o fato de que seu chefe não se deixava ser visto.

Misterioso, o tal Charlie! Todo o seu contato era feito por meio de um viva-voz, uma função extremamente sofisticada para a época e que fora escolhida justamente para preservar ao máximo sua identidade (o que foi, de fato, alcançado. O público só descobriu quem ele era no último episódio, que foi ao ar em 1981). Foi a partir disso também que surgiu a famosa saudação: “Good morning, angels! Good morning, Charlie!”, precedido de uma trilha sonora fantástica! A música de abertura marcou época e até hoje é reconhecida como uma das marcas do seriado. Que nostalgia ouvir isso, viu?

Apesar de ter tido ótimos índices de audiência nas duas primeiras temporadas, a produção enfrentou alguns problemas. Em 1977, menos de um ano após sua estreia, a diva Farrah Fawcett anunciou sua saída, quebrando um contrato de exclusividade com duração de 5 anos. A notícia, claro, foi recebida com tristeza: o sucesso da atriz era tão absurdo que seu pôster como pantera, lançado no ano em que a produção estreou, chegou a vender mais de 8 milhões de cópias! 

Farrah também ditou moda! Seu visual moderno e o corte de cabelo em camadas se tornaram uma verdadeira febre. Nos salões de beleza não se falava em outra coisa.

Com tanta importância na série, a possibilidade de um acordo precisava ser discutida. Rolou, ela chegou a topar aparecer em 3 episódios da temporada seguinte, mas no fim das contas a ABC precisou procurar uma substituta. Foi aí que entrou em cena uma outra loira, a atriz Cheryl Ladd. Na trama ela passou a interpretar a esperta Kris Munroe, irmã da personagem de Farrah, e se tornou igualmente popular. Logo na sequência, foi a vez de Kate Jackson ceder seu lugar à atriz Shelley Hack e, sucessivamente, a Tanya Roberts.

Cheryl e Farrah durante um dos episódios da série.

Shelley (à direita).

Tanya, uma das últimas Panteras da primeira geração.

Com tantas mudanças e alterações na faixa de horário, os criadores decidiram cancelar o programa na primavera de 1981 – encerrando assim uma das atrações mais lendárias da história da TV. 

Chegada ao cinema (2000)

Quase 3 décadas depois de “As Panteras” ter chegado à TV, nada mais justo do que resgatar sua história nas telas do cinema. Na virada do milênio, no ano 2000, estreou uma nova versão da trama. Desta vez, quem topou se metamorfosear no trio de agentes secretas foi Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu – que sem sombra de dúvida se tornaram algumas das intérpretes mais conhecidas de toda a história da franquia.

Politicamente corretas, elas interpretam personagens espertíssimas que não precisam de armas pra fazer o rolê acontecer. Na história da vez, enfrentam destemidas seu maior desafio ao embarcar na investigação do sequestro de um bilionário vivido pelo ator Sam Rockwell. Na narrativa, caso pode fazer com que sua empresa, a Knox Tecnologies, perca milhões de dólares. O longa também conta com a participação do brasileiro Rodrigo Santoro, que estreava naquele momento em produções norte-americanas. 

Por falar em dinheiro, foram gastos incríveis US$ 6 milhões somente no roteiro do filme – que passou pelas mãos de 17 roteiristas diferentes! O retorno, é claro, foi excelente. A arrecadação bateu a marca de US$ 40 milhões, tornando-se a terceira melhor estreia para um mês de novembro da história

“As Panteras: Detonando” (2003)

Com a primeira experiência tendo sido bem-sucedida, três anos depois foi a vez de a produção ganhar uma sequência. O filme, que recebeu como subtítulo a palavra “Detonando”, se chamaria inicialmente “Charlie’s Angels: Halo”. Halo fazia uma clara alusão ao título da operação que rege todo o projeto. “H.A.L.O.”, para os desavisados, era uma abreviação da sigla “Hidden Alias List Operation” (Operação da Lista Oculta de Pseudônimos), que dizia respeito a uma missão de resgate de um par de alianças de titânio roubado. As joias, que antes estavam guardadas no Departamento de Justiça dos Estados Unidos, caso caíssem em mãos erradas poderiam expor pessoas listadas em um programa de proteção a testemunhas.

Isso de fato acontece e quando vítimas fatais começam a ser feitas, somente as Panteras podem impedir. Como elas conseguem? Com a ajuda de muitas artes marciais, disfarces maravilhosos e um esquema de espionagem impecável! Neste filme rola algo bastante especial: lembra da atriz Jaclyn Smith, que participou do primeiro time de “As Panteras” ainda na década de 1970? Ela reprisou a própria personagem ao fazer uma pequena ponte no filme!

O retorno de As Panteras (2011)

Em 2011 a narrativa vislumbrou mais uma vez um longo formato. A rede americana ABC, mesma responsável pela primeira versão do projeto nos anos 1970, resolveu criar um reboot da série. A proposta era bem legal e tinha como objetivo mexer com a nostalgia do público a partir de um roteiro baseado naquilo que se viu no passado, respeitando inclusive características da personalidade de cada uma das meninas.

Uma pena que elas não tenham detonado mais uma vez. Os baixos índices de audiência fizeram com que menos de um mês após sua estreia a série fosse cancelada. Só não era o melhor momento, até porque o elenco era formado por três atrizes talentosíssimas: Rachael Taylor, Annie Ilonzehm e Minka Kelly. Quer saber quem também fez uma rápida aparição lá? A própria Drew Barrymore, que chegou a ser considerada à época uma das “madrinhas” do projeto. 

 

O reboot! (2019)

A expectativa é grande por aqui! O novo filme de “As Panteras” chega aos cinemas em 14 de novembro e traz desta vez três atrizes elogiadíssimas: Ella Balinska, Naomi Scott e Kristen Stewart! O que esperar? Com toda certeza, muito frio na barriga durante a sessão, já que elas devem assumir todos os riscos em novas e ainda mais eletrizantes missões.

No elenco, também estará o lindo Noah Centineo, que dá ainda mais charme à produção. O que há de mais legal nisso tudo (além da trilha sonora que conta com o hit “Don’t Call Me Angel”, cantado por Miley Cyrus, Ariana Grande e Lana Del Rey) é o fato de que a narrativa deve vir cheia de easter eggs que lembram os primeiros filmes e a própria série. 

E aí, tá preparado? Marque na agenda!

Comentários

Topo