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Jovens artistas que vão tocar no Coala Festival e você precisa conhecer

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A cidade de São Paulo é um dos lugares mais agitados quando se fala em arte e cultura. Tudo que se possa imaginar passa por aqui e, como não poderia ser diferente, o Memorial da América Latina recebe nos próximos dias 07 e 08 de setembro mais uma edição do Coala Festival.

A festa se consolida ano após ano como uma das maiores celebrações da música brasileira e, em 2019, além de atrações canônicas da MPB como Ney Matogrosso e BaianaSystem, o festival também promete uma série de grandes encontros que celebram a união entre o clássico e o atual. Elba Ramalho, por exemplo, se apresenta ao lado de Mariana Aydar. Chico César, por sua vez, convida Maria Gadú. Já Letieres Leite vem acompanhada pela Orkestra Rumpilezz.

É muita gente boa e, além dos já citados, há também aquele time de artistas que desponta na cena musical com a promessa de agitar o público. Já fez sua cola com os shows que quer assistir? Está a fim de descobrir novos sons? Para facilitar o seu trabalho, listamos abaixo alguns dos melhores e mais interessantes nomes que estrelam o evento (e que você precisa, definitivamente, conhecer).

Curumin

Vamos começar falando sobre Curumin, que além de dominar a arte de tocar vários instrumentos, também produz e busca ao longo de duas décadas de carreira a expansão plena de suas criações no que diz respeito aos ritmos brasileiros. Em 2017, por exemplo, ele lançou o disco “BOCA”, que chegou às lojas com patrocínio do edital Natura Musical e que promove um novo olhar para o poderoso som da percussão.

O projeto, que também é seu primeiro registro de inéditas, deu tão certo que ficou entre os 25 melhores álbuns daquele ano na conceituada lista da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). É um trabalho sensorial, rico em camadas e que faz paredes tremerem sem grande dificuldade quando interpretado ao vivo.

Josyara

Reconhecida como uma das grandes revelações da música baiana, Josyara entregou ao público em agosto de 2018 o disco “Mansa Fúria”, trabalho que sintetiza muito bem em seu título um espírito dual. Com sons que são sensíveis na mesma proporção em que avassaladores, a artista leva para a estrada um espetáculo que mexe com as emoções e fortalece um sentimento de liberdade.

Entre o esplendor do amor e a crítica social, ambos narrados em suas composições, ela se mostra uma exímia dominante da palavra, tendo como acompanhantes nada mais que uma voz incrível, batidas eletrônicas e um violão afinado.

Mariana Aydar

O sangue nordestino também corre nas veias da paulista Mariana Aydar, que desde abril de 2019 vem trabalhando em uma série de EPs. O projeto, intitulado “Veia Nordestina”, teve sua terceira etapa revelada recentemente e tem como objetivo formar um álbum de estúdio.

Fazendo jus aos elogios que não raro recebem, os EPs trazem além de canções autorais, duetos com nomes importantes da música como Maria Gadú e Elba Ramalho, com que divide os vocais no próximo sábado 7. As duas, aliás, promovem um dos momentos mais travessos de “Veia Nordestina” ao cantarem juntas na faixa “Forró do ET”.

Afrocidade

Quando o assunto é black music, o Afrocidade manda muito bem e, sem sombra de dúvida, desponta como um dos nomes mais fortes da música contemporânea. Em sua missão de denunciar opressões, o grupo natural de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, tem uma ginga única e que promete colocar todo mundo pra dançar.

Somada ao dub jamaicano, o reggae, o afrobeat e a ragga, sua percussão deixa todo mundo em êxtase, pedindo sempre por mais. O primeiro álbum tá chegando e vem com patrocínio do edital Natura Musical.

Dona Onete

Embora tenha completado 80 anos em 2019 e já seja considerada a Rainha do Carimbó, Dona Onete é um nome recente da música brasileira. Com seu primeiro disco lançado aos 74 anos, a ex-professora de História da Amazônia tem se mostrado uma das artistas mais representativas de sua região.

Flertando com ritmos que oferecem ao ouvinte um fiel retrato do Norte do Brasil, ela abusa das cores no figurino, leva pro palco suas composições profundas e dançantes na mesma proporção e, não suficiente, ainda possui uma interpretação visceral.

Não vai ficar de fora, né? Espia o line-up completo:

Sábado (07 de setembro)

13h30 – 14h20: Josyara

14h50 – 15h40: Dona Onete

16h15 – 17h05: Duda Beat

17h35 – 18h35: Elba Ramalho convida Mariana Aydar

19h05 – 19h55: Mestre Anderson Miguel + Renata Rosa

20h40 – 22h: BaianaSystem

Domingo (08 de setembro)

13h30 – 14h20: Curumin convida Geovana e Saulo Duarte

14h50 – 15h40: Afrocidade

16h10 – 17h10: Chico César + Maria Gadú

17h40 – 18h30: Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz

19h10 – 20h: Mestre Anderson Miguel + Renata Rosa

20h45 – 22h: Ney Matogrosso

Nós lembramos que o Coala Festival acontece no Memorial da América Latina e ainda há ingressos disponíveis (você pode adquiri-los clicando aqui). Vamos?

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