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Pedro Capó fala ao Papelpop sobre shows no Brasil, cultura latina e expectativas para o futuro

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Ay, Puerto Rico! Não é de hoje que a gente tem ouvido falar no nome de Pedro Capó. O cantor porto-riquenho tem a música não só como uma de suas maiores paixões, como também herança, já que seu avô, o lendário Bobby Capó, se converteu em um dos maiores ícones de seu país.

Como quem ama o que faz tende a se destacar, o cantor foi convidado pra encerrar ao lado da musa Anitta em julho deste ano a Copa das Confederações. A cerimônia rolou no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro e foi nada menos que histórica. Agora, de volta ao Brasil, o cantor aproveitou sua passagem para cativar ainda mais o público (que lotou sua apresentação em Brasília, no último fim de semana) e gravar cenas de um novo videoclipe – que segue ainda envolto em um véu de mistério.

Na tarde desta terça-feira (10), Capó conversou com o Papelpop por telefone e falou sobre o fortalecimento desta relação que vem criando com o país. Ele também revelou que quer voltar com mais tempo, pra conhecer, e que há um desejo de colaborar com artistas brasileiros (entre eles, Pabllo Vittar).

Papelpop: Pedro, na última vez em que você esteve no Brasil você cantou com a Anitta no encerramento da Copa das Confederações. Agora voltou para fazer shows, com agenda em estúdio… Deu pra aproveitar e conhecer um pouco mais do Brasil?

Pedro Capó: (Risos) Só um pouquinho. Eu sempre vim a trabalho, no dia do encerramento da Copa foi algo surreal. Foi incrível, consegui sair um pouco com a minha equipe e fomos celebrar ao som do samba… Mas não consegui fazer o que mais queria, que era falar com as pessoas, comer pratos típicos. É algo que está nas minhas metas, de verdade, conhecer o Brasil mais a fundo e com calma.

No último fim de semana você se apresentou em Brasília, sozinho, pra um público bem expressivo. Como foi a experiência?

Nossa, foi incrível! Na verdade, é um privilégio poder realizar isso, porque tinha um sonho pessoal de muitos anos de vir ao Brasil e tocar aqui. É um passo importante, o país de vocês é enorme, tenho muitas influências aqui. Cheguei inclusive a adaptar canções brasileiras em meu primeiro álbum. Poder subir ao palco como subi em Brasília é mais que a realização plena minhas metas pessoais. Um sonho receber todo aquele carinho, já quero estar mais em contato e trabalhar com artistas daqui.

Mmmm, então há planos de featurings?

Não tão concretos, mas tenho uma relação muito boa com Pabllo Vittar, Natiruts e a própria Anitta. Preciso da canção certa, tomara que isso aconteça logo! Estou torcendo!

Gosto muito da Shakira e notei nos últimos tempos que o público brasileiro tem se permitido conhecer mais da música em espanhol, indo além do trabalho dela. Tenho sentido a América hispânica mais próxima e isso me lembrou de uma fala sua no Twitter sobre estarmos vivendo um período especial da latinidade. Dá pra dizer que vivemos a melhor fase dessa aproximação?

Totalmente! Estamos passando por um momento muito importante, assim como aconteceu nos anos 1990 quando Shakira, Ricky Martin e outros estouraram. E isso não é algo exclusivo do Brasil, sabe? Outro dia eu estava promovendo minhas músicas na Europa, passei por lugares como a Romênia, a Alemanha e, veja bem, havia música latina tocando em vários lugares! Em lojas, no som dos carros e vi até no celular das pessoas. É muito bonito perceber essas coisas. Sempre fizemos música de qualidade, mas agora as pessoas se permitem ouvir mais, entendendo que não existe apenas a música americana (que não deixa de ser boa) [Risos]. Estamos diante de muitas possibilidades de alcance com a internet e isso motiva a mostrar uma qualidade ímpar. Estão nos notando e eu fico feliz!

E como anda sua pesquisa sonora para os próximos singles?

Ah, eu sou um fanático pela música no geral. Gosto disso de poder “gravitar” ao redor de vários estilos, sou fã de um bocado. Mas tenho estado de olho neste momento especificamente no pop colombiano, pensando em quem serão meus próximos parceiros de trabalho para poder extrair coisas novas. Espero não decepcionar.

Você tem trabalhado muito e eu não posso deixar de te perguntar. Quando teremos um disco novo? 

(Risos) Temos um single novo saindo na semana que vem. Gravamos o clipe nesta semana, aliás. Quanto ao disco, chega no início de 2020. Estou analisando as propostas, criando seu conceito. Como artista, gosto de ser conceitual. Espero que vocês gostem – e que me chamem pra voltar!

 

Ouça o trabalho mais recente do moço, “Tutu”:

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