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Em entrevista, Charli XCX fala sobre mudanças na música provocadas pelo streaming

Em entrevista ao The Verge neste domingo (22), Charli XCX falou um pouco da indústria música e sobre como a tecnologia moldou este campo com o passar dos anos. Ela deu sua visão sobre o quê as plataformas de streaming tem a oferecer.

É claro que o modelo tradicional de lançamentos – onde um artista grava e lança várias canções em formato de álbum de tempos em tempos – ainda existe. Recentemente, inclusive, ela liberou seu disco “Charli”. Porém, algumas músicas ali já eram conhecidas por seus fãs.

“Você lança um single, talvez um segundo single. É uma maneira de ganhar a atenção da imprensa para lembrar às pessoas que seu artista favorito está lançando aquele pacote grande e importante que você precisa comprar e sair”

Isso porque por conta da internet – e principalmente os streamings – os cantores podem disponibilizar canções a qualquer momento de forma online. Os singles antigamente também eram lançados de forma física antes do lançamento de um álbum. Alguns ainda fazem isso, mas hoje em dia as músicas que antecedem um projeto são mais facilmente distribuídas ao público.

Em maio, Charli anunciou no Twitter, bem antes do seu álbum chegar, que lançaria singles por 5 meses. Elas os fez através de seus contas oficiais em plataformas online:

“Eu estava me sentindo muito criativa e queria lançar minha música rapidamente e quando quisesse. Sem os streamings, seria tão difícil conseguir fazer isso.”

Porém, com toda essa facilidade, as pessoas acabam por consumir as canções com mais rapidez e intensidade. Com isso, as músicas, que antes reverberavam por muito tempo nas festas e rádios, tornam-se mais fáceis de serem descartadas ou têm um limite temporal de sucesso mais rápido.

“Tudo é digerido muito rapidamente e as pessoas querem mais. Tudo se move muito mais rápido agora.”

Essencialmente, o streaming significa que não há mais “caminho certo” para lançar músicas. Em vez disso, trata-se do que se encaixa para um artista individual. Para Charli, o que funciona melhor é ser espontânea – seja como pessoa e em seus lançamentos.

“Você pode viajar e criar seu próprio burburinho através de todas as ferramentas disponíveis para trabalharmos por conta própria”

Além disso, ela diz, que o streaming possibilita que os ouvintes escolham quem vale a pena ouvir. Porque antes, a música consumida majoritariamente através do rádio, ela escolhida por pessoas que comandavam estes negócios – normalmente homens mais velho, brancos e que gostavam de padronizar artistas

“Não são muitos homens brancos nas estações de rádio e gravadoras que decidem o que o público em geral deve ouvir.”

Agora, taca stream na lenda:

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