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Morre aos 88 anos Toni Morrison, primeira afro-americana a vencer o Nobel de Literatura

Faleceu na manhã desta terça-feira (6) aos 88 anos a escritora americana Toni Morrison, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1993. Em um comunicado enviado à imprensa, a família disse que Morrison foi vítima de “uma breve doença”.

Nascida na década de 1930 em Ohio, nos Estados Unidos, ela foi a primeira autora negra a vencer esta que é a maior honraria da literatura mundial em 1970 pelo conjunto de sua obra. Sua carreira começou a deslanchar nos anos 1970 com o lançamento de “O Olho Mais Azul”, romance que antecedeu verdadeiros clássicos como “Sula” e “Amada”.

Além de ter vencido o prêmio da Academia, ela também ganhou o Pulitzer, uma das mais conceituadas premiações do jornalismo e da literatura, bem como foi indicada ao National Book Award, principal reconhecimento oferecido a escritores norte-americanos.

Por aqui no Brasil, Morrison é publicada desde a década de 1990 pela Companhia das Letras, que lamentou profundamente sua morte, citando um trecho de seu discurso durante a cerimônia de entrega do Nobel.

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A Companhia das Letras lamenta profundamente a morte de Toni Morrison, aos 88 anos. ⠀ ⠀ A escritora nasceu em 1931, em Ohio, nos Estados Unidos. Formada em letras pela Howard University, estreou como romancista em 1970, com "O olho mais azul". Em 1975, foi indicada para o National Book Award com "Sula", e dois anos depois venceu o National Book Critics Circle com "Song of Solomon". "Amada" lhe valeu o prêmio Pulitzer. Foi a primeira escritora negra a receber o prêmio Nobel de literatura, em 1993. Aposentou-se em 2006 como professora de humanidades na Universidade de Princeton. Seu romance mais recente, "Deus ajude essa criança", foi publicado no Brasil em 2018.⠀ ⠀ No discurso que proferiu ao receber o Nobel, Morrison disse: "Nós morremos. Esse pode ser o significado da vida. Mas nós fazemos linguagem. Essa pode ser a medida de nossas vidas."⠀ ⠀ Foto: Timothy Greenfield-Sanders

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“Nós morremos, esse pode ser o significado da vida. Mas nós fazemos linguagem. Essa pode ser a medida de nossas vidas”.

Descanse em paz, Toni! <3

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