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Bryan Behr fala ao Papelpop sobre novo EP, desafios e inspiração em Caetano Veloso

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Tá afim de um som novo? Então se liga nessa dica: no último fim de semana, o cantor e compositor Bryan Behr, um dos nomes mais promissores da música brasileira, lançou seu primeiro EP. Chamado “2019”, o projeto trouxe três canções autorais e um desafio para o músico: realizar todo o processo de gravação e mixagem em apenas 6 dias.

Nesse momento especial que marca sua vida, já que segundo o mesmo, é uma fase frutífera em amizades e encontros, ele também aproveita pra se conectar consigo mesmo na hora de compor. Bryan tem compulsão pela escrita e diz adorar se aprofundar em histórias que viveu ou mesmo situações alheias, que gostaria de ver transformadas em melodias.

Ao Papelpop, por telefone, o cantor revelou sua admiração por Caetano Veloso (a quem descreveu como “trilha sonora” de seu namoro), suas inspirações e o que as novas e antigas gerações da MPB tem em comum. Vem ler!

Seu novo EP, intitulado “2019”, acaba de chegar às plataformas. Como esse projeto surgiu?

Então, são 3 musicas que contam histórias reais, não so minhas, mas de pessoas próximas também Gosto muito de deixar isso claro nas apresentações, porque sempre, por trás de cada música, existe sempre um acontecimento que a torna especial. Gosto de passar muita verdade e a novidade agora é que neste projeto faço minha estreia como produtor. Até então eu só havia trabalhado com versões acústicas, agora fui mais a fundo no trabalho em estúdio, assumindo novas funções.

E por que a escolha desse título?

A ideia é simples, gravar um álbum até o fim do ano… o que veio agora vai servir como uma amostra do que a gente quer fazer.

Eu soube também que esse novo EP foi gravado em seis dias, o que pode parecer rápido à primeira vista, mas suponho que tenha sido uma experiência incrível…

Foi! A gente tinha pouco tempo pra gravar, mas queríamos fazer tudo da melhor maneira. Viramos noites e tivemos pouquíssimo tempo pra arranjar. Prometemos pra gente mesmo que daríamos o nosso melhor… foi incrível, um processo muito interessante de crescimento como artista e uma forma de observar como minha expressão de letras, arranjo e sensibilidade foi capaz de evoluir.

Você canta várias histórias da sua vida e eu acho isso muito rico pro processo de composição. Você tá preparando um disco… Não posso deixar de perguntar: existe algum acontecimento que você ainda não tenha transformado em música, mas que te marcou e você planeja fazer isso? (Pode adiantar pra gente?)

Cara, muitas histórias! (risos) Eu gosto muio de ouvir amigos e conhecidos, carrega muito mais verdade. Gosto também de deixar as pessoas interpretarem como bem entenderem, de observar as histórias que existem por trás de cada um. Sempre vou fazendo aos pouquinhos, aqui e ali… Já escrevi sobre todos os acontecimentos da minha vida, o que me deixa um pouco mais aberto a sentir experiências alheias. O que eu não quero me apegar, eu só não escrevo.

Falando sobre sons… Você pesquisa muito na hora de compor? Quais discos você tem ouvido neste momento?

Sim. Pra produção do disco a gente se inspirou No David Hyan Harris, no James Morrison e no Coldplay. Já pra produção, deixamos as músicas falarem por si so, quisemos ver o que elas pediriam. Em “A Canção Preferida”, por exemplo… Cara, há algo de diferente na voz e no violão, a gente deixou ela fluir conforme os elementos pediam, guitarra aqui, partes acústicas ali… assim foi.

Você tem várias influências e o Caetano, que completou recentemente 77 anos, é uma delas. Pra você, qual a parte mais valiosa dessa herança deixada por essa geração de artistas que ele pertence e que é precursora de grande parte da música brasileira atual?

Olha, falando de Caetano, estou de frente pra alguns discos dele. É a trilha sonora do meu namoro… eu acho que o carinho que os artistas dessa época tinham ao tratar suas musicas, isso se reflete muito no hoje, no agora. Todo o cuidado e o respeito que tinham com a própria música, especialmente nas composições em que havia criticas à politica, isso é uma herança valiosíssima. Outra coisa que adoro é que essa galera compunha pra caramba e isso me motiva a escrever mais, a não me contentar com pouco.

 

Ouça “2019” nas plataformas digitais:

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