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Madonna resgata história das batukadeiras no clipe poderoso de “Batuka”

As culturas latina, portuguesa e africana são parte da alma de “Madame X”, novo álbum de estúdio de Madonna. Além de “Medellín”, faixa em que a rainha encarna uma instrutora de cha cha cha, famoso ritmo cubano, há no projeto canções com fortes influências do fado como “Killers Who Are Partying” e “Extreme Occident”.

Mas foi nas batucadas de Cabo Verde que ela se inspirou para produzir aquele que talvez seja um de seus melhores trabalhos em colaboração com o produtor francês Mirwais Ahmadzaï. Com a ajuda do filho David Banda, Madonna compôs “Batuka”, uma faixa que mescla elementos eletrônicos à voz e às batidas inconfundíveis da orquestra As Batukadeiras.

No clipe da canção, liberado nesta sexta-feira (19), a artista promove um resgate histórico da produção artística e cultural de suas parceiras de cena a fim de mostrar ao mundo a importância do gênero. Tudo se inicia com uma descrição do que é a batucada, estilo de música criado há alguns séculos na ilha. A partir disso, Madonna explica que o gênero foi condenado por muito tempo pela Igreja Católica, já que o som de seus era para os sacerdotes um ato de rebeldia.

Após as integrantes da orquestra entrarem em casa fugindo de uma tempestade que se aproxima, são exibidas imagens de arquivo que revelam sua história. Junto à rainha, que mais uma vez aparece morena, elas ganham força pra sair e tocar à beira-mar, livres do preconceito. O protagonismo, assim como aconteceu em “Dark Ballet”, não está na artista.

As imagens foram gravadas na Rua de São Julião, uma das regiões mais conhecidas do litoral de Lisboa. Assista:

“Batuka” também está disponível em todos os tocadores digitais. Ouça!

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