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Shirley Manson, líder do Garbage, fala sobre machismo na música: “Sempre houve uma guerra contra as mulheres”

O Garbage segue em plena atividade. Nas últimas semanas, por exemplo, a banda liderada por Shirley Manson percorreu a Europa para uma série de apresentações em importantes festivais e durante uma pausa e outra, Manson topou bater um papo com a NME.

Na ocasião, a artista comentou entre outros assuntos sobre o impacto do machismo na sociedade. Ao ser questionada sobre o teor político de seu trabalho e se teria vontade de compôr uma canção sobre a tendência anti-aborto em ascensão nos Estados Unidos, Manson foi clara: atos que inibem a criação ou a evolução de políticas públicas sobre a causa nada mais são do que um retrocesso.

“Falei sobre isso quando fizemos o disco ‘Strange Little Birds’, em 2016. As pessoas me olharam como se eu fosse louca. Eu passei a minha vida inteira travando essa batalha. Estava falando sobre uma guerra contra as mulheres que sempre existiu e simplesmente diziam ‘Lá vem ela de novo’. Mas eu previ isso. Está acontecendo há um bom tempo. Eu não estou certa a respeito do próximo passo que será dado, não acho que as próximas gerações estejam fodidas. Mas estamos muito mais ligados à minha geração”.

A cantora também ressaltou o papel das redes sociais na luta por direitos, dizendo o quanto esses espaços são necessários para que vozes marginalizadas sejam ouvidas.

“Amplia todas as vozes marginalizadas. Eu acredito de todo o meu coração em uma evolução. Acredito sinceramente no fim desse absurdo patético, branco e patriarcal que atualmente flexiona seus músculos nos Estados Unidos. Eu acho que eventualmente tudo será posto em risco. Infelizmente, pessoas vão morrer e isso é um ultraje”.

Em se tratando de música, Shirley também falou sobre os planos de sua banda. Ela adiantou que embora seus colegas se esforcem, o período de gestação de um álbum do Garbage tende a ser longo – o que faz com que um novo material talvez demore um pouco pra chegar.

“Minha banda trabalha realmente de forma lenta, e isto é algo que realmente preciso aceitar. Tenho ficado muito feliz com as coisas que temos produzido e que estão chegando a uma conclusão. Algumas pessoas são organizadas, mas somos mais uma bagunça”.

O último disco da banda, a gente lembra, está disponível em todas as plataformas digitais.

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