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Madonna acusa NYT de machismo e critica perfil publicado: “Comentários sem fim sobre a minha idade”

Fogo no parquinho! Na última quarta-feira (5), Madonna foi capa de uma das principais revistas dos Estados Unidos, a The New York Times Magazine. Além de uma série de fotografias belíssimas feitas ao lado do francês JR., a cantora também abriu as portas de sua casa e de seu estúdio para a jornalista Vanessa Grigoriadis, incumbida da missão de escrever um perfil seu.

O resultado disso não agradou à cantora. Em uma publicação feita no início da tarde desta quinta-feira (6), Madonna foi bastante dura quanto ao que leu. Segundo ela, a oportunidade dada à profissional se tornou motivo de arrependimento, já que a atitude da moça a fez se sentir “estuprada”.

“Dizer que fiquei desapontada com a reportagem seria um eufemismo Parece ser impossível consertar a sociedade e seu desejo interminável de diminuir, desprezar ou degradar aquilo que eles sabem ser bom. Especialmente uma mulher forte e independente. A jornalista que escreveu este texto passou dias e horas e meses comigo e foi convidada para um mundo que muitas pessoas não tem a chance de ver, mas escolheu focar em assuntos triviais e superficiais como a etnia da minha dublê ou o tecido das minhas cortinas e os comentários sem fim sobre a minha idade que nunca seriam mencionados se eu fosse um HOMEM”.

Madonna foi além nas acusações de machismo e disse que o próprio The New York Times é um dos mantenedores do patriarcado na sociedade – o que torna a luta contra posturas do tipo mais difícil. Por outro lado, a cantora deixou claro que o episódio não a desmotivou.

“Há muita dificuldade para que mulheres sejam campeãs de outras mulheres, mesmo que elas estejam posando como feministas intelectuais. Me arrependo de ter passado 5 minutos com ela. Me senti estuprada. E sim, posso fazer essa analogia porque fui estuprada aos 19 anos. Mais provas de que o NYT é um dos fundadores do patriarcado. E digo: MORTE AO PATRIARCADO, costurado profundamente no tecido da sociedade. Nunca vou parar de lutar para erradicá-lo”.

Se liga só nesse post:

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Madame ❌ on the cover of N.Y.T. Magazine photographed by my dear friend @jr……….Also sharing my fav photo that never made it in, along with pre-shoot chat and a celebratory glass of wine 🍷 after many hours of work! To say that I was disappointed in the article would be an understatement- It seems. You cant fix society And its endless need to diminish, Disparage or degrade that which they know is good. Especially strong independent women. The journalist who wrote this article spent days and hours and months with me and was invited into a world which many people dont get to see, but chose to focus on trivial and superficial matters such as the ethnicity of my stand in or the fabric of my curtains and never ending comments about my age which would never have been mentioned had I been a MAN! Women have a really hard time being the champions of other women even if. they are posing as intellectual feminists. Im sorry i spent 5 minutes with her. It makes me feel raped. And yes I’m allowed to use that analogy having been raped at the age of 19. Further proof that the venerable N.Y.T. Is one of the founding fathers of the Patriarchy. And I say—-DEATH TO THE PATRIARCHY woven deep into the fabric of Society. I will never stop fighting to eradicate it. 💔

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Além de falar sobre sua intimidade em Londres, o jornal também deu destaque a sua adaptação em Lisboa e o processo criativo de “Madame X”, aos bastidores de sua apresentação no Billboard Music Awards e, não menos importante, a sua relação com Donald Trump e Harvey Weinstein.

É possível ler o material na íntegra (em inglês) clicando aqui.

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