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Batemos um papo com a Francinne sobre mulheres no pop, featurings e novo single

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Lá em 2013 a Beyoncé já avisava que quem mandaria no mundo seriam elas, as mulheres. Não deu outra! Já estamos em 2019 e o que se viu nesse meio tempo foi um movimento extraordinário, com elas tomando as rédeas da situação – e o melhor, dominando as paradas.

Um desses nomes é Francinne. A gaúcha vem conquistando uma galera (inclusive a gente <3) desde o lançamento de seu primeiro single, lá em 2015. De lá pra cá muita coisa rolou e ela deu provas contínuas de que quer sempre seguir além: tanto que rola nesta próxima sexta-feira (18) o lançamento de um novo trabalho, intitulado Segue o Baile.

A faixa é uma parceria com a Clau e olha… nós já ouvimos e é impossível tirar a faixa da cabeça. Super intensa, a letra traz uma mensagem forte sobre seguir em frente sempre e nunca desistir. Feita pra refletir, e claro, pra dançar.

Foi justamente a fim de conhecer mais um pouco sobre este trabalho e falar sobre assuntos que cercam o universo da moça, como planos para o futuro e o poder dos featurings, que a gente bateu um papo com ela por telefone.

Foi super legal e você lê logo abaixo!

Papelpop: Francinne, me conta um pouco sobre como foi trabalhar com a Clau. Como rolou essa parceria?

Francinne: Bom, eu já conhecia a Clau. Ela é gaúcha também, de Passo Fundo, e a minha família é toda de lá também. A gente já tinha combinado de fazer um feat, mas nem tínhamos a música ainda. Quando surgiu, eu falei “Cara, é feita pra gente, é essa”. Então mandei pra ela, ela adorou e foi tudo muito natural. No estúdio foi bem produtivo, tem muito a ver com os nossos trabalhos, e é bem empoderada. Não é uma faixa feita pra bombar nas pistas, mas é bem legal e eu tô super feliz.

A letra de Segue o Baile, ao menos pra mim, tem uma mensagem bem legal. Eu senti um pouco de força, de resiliência… foi esse o objetivo ao escolhê-la?

A letra é uma das mais fortes que eu tenho. Ela é diferente das demais, algo que as pessoas vão ouvir e dizer “Caramba, eu preciso me conscientizar e respeitar as diferenças, porque elas existem.” Já era uma letra que eu procurava há algum tempo e eu queria que esse trabalho passasse uma mensagem de respeito e de aceitação das diferenças. Isso se estende além do empoderamento feminino, vai além, incentivando as pessoas a não abaixarem a cabeça e a seguir em frente. Acho que no momento tem tudo a ver e que quanto mais músicas assim, melhor será pra gente. Aos poucos as pessoas vão entendendo a mensagem.

Você gosta de astrologia? Quando ouvi o single a letra me pareceu bem ariana. Se essa composição representasse um signo, qual seria?

Olha, eu entendo pouco, apesar de ter passado a acompanhar o meu. Mas por essa música me representar bastante… com certeza seria Capricórnio!

A parceria sai nesta semana e todo mundo quer saber: vai rolar clipe?

Sim! A gente tá em fase de pré-produção. Mas antes do vídeo sai um lyric, que foi feito com o maior carinho. Ele é diferente, não foi feito com gráficos. Filmamos com celulares, Clau e eu, na Avenida Paulista. Nós participamos ativamente, cantamos… Foi super engraçado, rolaram algumas situações bem divertidas (risos). Quando você assistir, vai se lembrar do que estou dizendo.

A gente vem vendo as meninas do pop se unindo, dentro e fora dos estúdios e no seu trabalho, existem ótimos exemplos disso. Você é muito aberta a parcerias, lançou Tum Tum com a Wanessa recentemente, e eu sei que existe uma troca muito grande nesse processo. O que dá para extrair de melhor destas experiências?

Eu acho o feat muito importante pra ambas as partes, porque uma aprende com a outra. Outro dia comentava com a Wanessa justamente esta questão. Eu observava ela dando entrevistas, o jeito com que ela falava. Da mesma forma, ela disse depois que me observava e aprendia muito comigo. Isso é muito legal, porque mostra que quanto mais a gente se unir, vai ser melhor pra música, para nós mesmas. Vai nos trazer força e, claro, vai unir nossos públicos, inclusive trazendo pessoas que não nos conheciam antes.

Você tem vários singles lançados, mas ainda não rolou um álbum. Tem muita gente dizendo que esse é justamente o futuro da música pop… o que vem daqui pra frente na sua carreira?

Pessoalmente é um sonho em ter o meu CD físico na mão, ir busca-lo na Saraiva (risos), vê-lo nas prateleiras. Mas nós sabemos que a indústria hoje está voltada para as plataformas digitais. Eu procuro fazer sempre um EP físico, mesmo que não esteja à venda. É ótimo fazer capa, botar letra, usar fotos inéditas. Para que a pessoa que tem aquilo em mãos abra e diga “Que demais!”. Se eu tiver a oportunidade de ter um álbum nas lojas, eu vou fazer. Por enquanto, vamos lançando os EPs. Aliás, tem um programado pra chegar neste ano!

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