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Conversamos com Hozier sobre política, disco novo, amor e muito mais; vem ver!

Lá em 2014, o Hozier lançou Take Me To Church, música sensacional com um clipe lindo. Foi um grande sucesso. Você lembra, né?

Desde então, o irlandês conseguiu fazer de seu álbum de estreia um dos discos mais vendidos pelo mundo na época do lançamento.

Agora em 2018, Hozier lançou o EP Nina Cried Power e já está preparando um disco novo! A gente aproveitou para falar com ele sobre música, seu disco novo ano, amor e até política.

Vem cá ver!

Você lançou a canção “Movement”recentemente. Sobre o que ela fala?

É uma canção sobre o amor pelo movimento em si. Seja o movimento de uma dança ou, como no momento em que a escrevi, movimentos sociais e políticos ao redor do mundo. Além disso, é o primeiro single do meu próximo disco, que deve sair no início do ano que vem.

Que massa! E o disco também tem essa pegada mais política?
Bom, o álbum reflete isso sim! Mas também tem um sentimento meio de… fim do mundo, sabe? Algumas canções são pra trazer conforto e outras são pra pensar o que ainda pode ser perdido. É um pouco sobre olhar para o conceito de desgraça e gostar dele às vezes.

E isso conversa bastante com os temas do seu último EP, “Nina Cried Power”, certo?

Sim! O EP é um ótimo exemplo dos sentimentos retratados do álbum. 

Uma coisa que chama atenção em algumas de suas canções são as referências de literatura e religião que você usa nas letras. Você sempre se interessou por esses temas?

Não muito, na verdade. Sempre me interessei muito pelas maneiras com as quais as pessoas se expressam, ou como elas têm medo de se expressar por causa de coisas como a religião. Por exemplo, “Take Me To Church” tem um questionamento sobre o porquê de as instituições religiosas dizerem o que as pessoas podem ou não fazer. O mundo atual ainda é muito baseado nessas ideias, aí acho legal brincar com tudo isso e dar um nó na cabeça das pessoas. É doido como a gente é muito formatado pelo medo.

Agora vamos pra umas perguntas mais rapidinhas: O que você tem ouvido?

Tenho adorado Maggie Rodgers e UMO. Mas estou sempre ouvindo Aretha Franklin, ela morreu recentemente e está sempre nos meus pensamentos. Também ouço meus velhos favoritos, tipo soul e jazz. E também King Princess, ela é incrível!

E os planos de vir pro Brasil, hein?

Eu adoraria! É um grande sonho meu ir pro Brasil e a gente está planejando conseguir na próxima turnê.

As motivações que te fizeram começar a fazer música são diferentes das que você tem hoje?
Bom, na verdade, nunca foi uma escolha começar a fazer música. Sempre foi algo que me trazia felicidade como nada mais. Mas acho que algo importante pra mim é sempre ser honesto nesse trabalho, falando coisas que são relevantes e que tragam esperança.

Qual seu conselho pra continuar acreditando numa sociedade mais igualitária?

Eu imagino que tenha bastante gente no Brasil preocupada com as coisas que o presidente eleito por aí já disse. Mas acredito muito em se manter unido, apoiar as causas e ser honesto, além de conversar pessoalmente, bater de porta em porta… muito já foi conquistado assim, sabe? Acreditar nos seus valores e nos valores das outras pessoas é essencial. Tudo só tem que vir do amor e solidariedade.

Sim! Porque, no fim das contas, o amor ainda vence, né?
TOTALMENTE. É meio difícil de acreditar nisso às vezes, mas… nem é muito uma escolha. Você tem que acreditar no amor.

QUE HOMEM, GENTE.

Enquanto o disco novo do Hozier não é lançado, não deixa de ouvir o EP mais recente:

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