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Tiê fala ao Papelpop sobre gravação de clipe em NYC e relação com a poesia dos cafés

Em outubro desse ano o disco Gaya completa um ano desde seu lançamento. O fato é que Tiê pode se orgulhar muito desse material, pois foi a partir dele que sua música ganhou um novo significado. Toda poética, a artista lançou no último fim de semana o clipe de Torrada e Café, quarto single do disco.

Filmado em Nova York, o vídeo traz a artista toda charmosa, no centrão de Nova York, dando um rolê pelos cafés da cidade. Mas pera. Ela já foi dona de um café, o Café Brechó! Fomos perguntar diretamente a ela se isso de alguma maneira influenciou na hora de escolher a locação do vídeo. Vem ler o que ela disse:

Oi, Tiê! O processo de criação desse disco, que completa um ano agora em outubro, teve algo de autobiográfico, mas, especificamente, como surgiu Torrada e Café? Você foi dona de um café e embora a letra não fale disso, fiquei imaginando uma espécie de resgate a essa fase…

Olá! Fui dona de café, sim (risos). Mas no caso, a história dessa canção não remete à esse capítulo. Tudo começou com o Bruno Caliman, o mesmo compositor de Amuleto e Um Segundo também. Ele meio que me deu essa composição de presente, e aí senti uma necessidade em trazer isso para o meu universo. Mexi bastante na letra, virou uma parceria. O que é muito bom, porque ele é um compositor que gosto muito. Só depois é que fomos gravar o vídeo nesse local.

E como foi essa experiência de gravar o clipe nos Estados Unidos?

Nossa, foi super legal! Nova York é uma cidade que gosto muito, porque já morei, trabalhei, já fui milhares de vezes. Logo, tenho uma história com a cidade que me inspirou bastante na hora de decidir filmar lá.

Deu para se divertir durante as gravações? Você estava em turnê…

Deu sim. Foi uma viagem relativamente curta, mas consegui curtir com a família, com alguns amigos que moram lá, aproveitei bastante.

Por falar em turnê, essa foi a sua primeira vez no país apresentando Gaya. Como você percebeu a recepção do público? 

Foi muito legal. Já tinha feito vários shows em Nova York, e dessa vez foi algo diferente. Como foram dois shows, no primeiro existia um público de maioria brasileira, o que é legal porque as pessoas conhecem, te acompanham e cantam as faixas com você. Já o segundo era composto majoritariamente por americanos, o que é super bom, porque eles prestam atenção de uma outra maneira, tem curiosidade com a língua. Foi uma série super bem-vinda.

Ainda sobre o clipe de Torrada e Café. Essa cultura dos cafés tem algo de muito poético, a Patti Smith é alguém que fala muito bem sobre isso nos livros dela. Normalmente você tem o hábito de sair, se sentar em algum café pra refletir, escrever, ou mesmo observar as pessoas?

Ah, com certeza! Eu adoro! Faço isso sempre, curto muito sair para tomar café, degustar, sentir esse clima na rua. Em Nova York por exemplo, onde gravamos o clipe, é um café lindo. Fomos super bem vindos, bem recebidos, gosto muito desses ambientes.

Esse é o quarto single do Gaya, um disco que traz colaborações com Filipe Catto, As Bahias e a Cozinha Mineira e Luan Santana. Você está sempre bem antenada, o que você tem ouvido? 

Muitas vezes eu ouço mais o que colocam pra mim, quando estou sozinha ouço só meditação. Me apresentei no Vento Festival (evento do interior de São Paulo) neste fim de semana e ouvi muito Doctor Dog e Angel Birds.

Nos seus discos você aborda muitos temas, mas o amor está sempre ali. Você acha que mais do que nunca as pessoas precisam se ligar nesse ponto?

Acho que cada artista deve falar do ponto que cabe falar, gosto de contar histórias e emocionar, de trazer o outro por esse fio condutor, mas não acho que todo mundo tem que falar do mesmo tema. É uma mistura, as pessoas não tem que se ligar mais no amor, mas sim no respeito. Tem sido momentos bem exaltados pra todo mundo, então as pessoas precisam saber se proteger e se colocar mais com respeito e atenção.

Vem ouvir o disco dela!

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