Quando Luca Guadadnino dirigiu Call Me By Your Name, todo mundo ficou curioso em relação à próxima produção do cineasta. É que ele vinha preparado um remake de Suspiria, clássico do cinema italiano.
O motivo de todo esse interesse dentre tantos remakes? São dois filmes bem diferentes: Me Chame Pelo Seu Nome, além de ser uma história original, vem marcado pela melancolia e pela descoberta do amor em um verão na Itália, tendo como protagonistas dois rapazes de férias.
Já em Suspiria, quem dá o tom é o obscurantismo da história de uma bailarina que sonha em estudar em uma das mais conceituadas escolas de artes da Alemanha. Chegando lá, uma das alunas é encontrada morta com requintes de crueldade – um aperitivo dos eventos macabros desencadeados após a chegada dessa forasteira.
Pois é justamente embalado por essa vibe de trevas e escuridão que, prestes a estrear o longa no Festival de Cinema de Veneza, Guadagnino lança esta nova produção. Em entrevista ao Hollywood Reporter, o diretor disse que seu objetivo não é bem atrair aprovação absoluta do público à produção, mas produzir o que há mais mais aterrorizante possível. Uau.
“Espero que este filme pareça uma experiência implacável, capaz de penetrar profundamente sua pele, rumo à sua espinha dorsal. Quero que o filme seja a experiência mais perturbadora que você possa ter. É sobre estar imerso em um mundo de turbulência e escuridão intransigente.”
Cheia de metáforas, a narrativa deve vir ainda cheia de conexões com a bruxaria e com o poderio feminino! Espia só o que ele também disse:
“Acho essa convenção de bruxas algo muito relacionado ao conceito de solidariedade. Se tomarmos o sentido histórico do termo feitiçaria, esta surgiu com a idéia de voltar o poder para as mulheres, destacar o poder da mulher como uma deusa, mas foi pervertido pela história oficial e pelas religiões oficiais como uma espécie de barganha com o diabo. A bruxaria em que estou interessado tem muito a ver com o que, psicanaliticamente, é chamado de conceito da mãe terrível, que você também pode ver em algumas religiões, particularmente na deusa Kali.”
E para quem é fã de uma boa paleta de cores, Suspiria não deixará a desejar:
“Acho que Suspiria é extremamente rico em cores, exceto em alguns takes, que buscamos fazer um efeito diferente. Tem algo de expressionista em decodificar o terror, algo que foi inspirado no trabalho de Mario Bava (diretor italiano)”.
Ficou ansioso? Anota aí: com Dakota Johnson, Chloe Grace Moretz, Mia Goth e Jessica Harper, o filme estreia nos cinemas em 26 de outubro deste ano.
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