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Anitta critica proposta que criminaliza funk no Brasil: “Invistam em educação primeiro”

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A Anitta não gostou nada do projeto de lei que quer criminalizar o funk no Brasil. Ela usou o Twitter nesta sexta-feira (09) para se posicionar sobre o assunto. A cantora relembrou a importância desse tipo de música para diversos brasileiros.

“22 mil desinformados que estão precisando sair do conforto de seus lares para conhecer um pouquinho mais do nosso país. Educação, queridos. Invistam em educação primeiro. Eu não quero nem imaginar a bagunça que viraria o país se um absurdo desses é colocado em prática”

Anitta criticou o que os políticos dão como prioridade no país. “Tá tudo ok com o Brasil já? Achei que tivesse coisa mais séria pra se preocupar do que com um ritmo musical que muda a vida de milhares. O funk gera trabalho, gera renda… pra tanta gente… uma visitinha nas áreas menos nobres do nosso país e vocês descobririam isso rápido”, disse.

“A lei certa deveria ser que todo filho de quem decide nosso futuro fosse obrigado a estudar em uma escola pública sem cursinho particular. Que sua família fosse obrigada a frequentar os hospitais públicos…E não criminalizar uma das poucas formas que essa gente conseguiu pra ganhar a vida, amores… aí não. Não mexe com quem tá quieto. Ou melhor… não mexe com quem tá se virando pra ganhar a vida honestamente diante de tanta desigualdade”

A cantora também afirmou que acesso a uma educação de qualidade mudaria as letras e a realidade dos artistas de funk.

“Se o conteúdo das letras ou das festas não agradam é porque cresceram vendo e vivendo aquilo que cantam. Deem acesso a outros assuntos e cantarão sobre eles. Traduzirão as músicas de outros idiomas pra proibir as que não tem mensagens que agradam aos cultos ou é só uma discriminação mais direcionada?”

Para fechar a série de declarações, Anitta citou a letra de “O Barquinho”, de Roberto Menescal.

“‘Dia de luz, festa de sol e o barquinho a deslizar no macio azul do mar’ e antes de fazer dinheiro (com o funk) eu não tinha condições nem de pagar as conduções necessárias pra romaria de duas horas até chegar no macio azul do mar. Quanto mais de fazer uma música sobre isso”

A proposta de criminalizar o funk está sendo analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.

Confira abaixo a série de tuítes da cantora abaixo:

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