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Na Vogue, Katy Perry diz: “Se você tem uma voz, tem a responsabilidade de usá-la”

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Katy Perry é a capa do mês da Vogue norte-americana. Ela fez um editorial de moda todo conceitual clicado pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott.

As fotos estão impecáveis e mostram looks incríveis da estilista japonesa Rei Kawakubo. Cada roupa que a cantora usa nas imagens remetem a uma coleção dela.

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Na entrevista, Katy Perry falou sobre seu descontentamento com a eleição dos EUA, no ano passado. Na música “Chained to the Rhythm” a cantora critica a atual política do país.

“Eu fiquei realmente desanimada por um tempo, trouxe um monte de traumas para mim. Misoginia e sexismo estavam presentes em minha infância. Tenho um problema com homens supressivos e não ser vista como igual. Me senti como uma criança novamente, enfrentando um cara assustado e, controlador. Eu realmente não iria defendê-lo na minha vida profissional, porque enfrentei demais isso na minha vida pessoal. Mas é um despertar necessário porque estávamos vivendo uma falsa utopia. Não podemos nunca estagnar outra vez. Sou grata que os jovens sabem o nome dos senadores. Acho que as garotas adolescentes vão salvar este mundo! Elas tem uma voz muito forte – e alta”

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A cantora tem usando sua voz e influência para mostrar de qual lado ela está. No ano passado, Perry deixou bem claro que estava apoiando a Hillary Clinton e ela acredita que todo mundo deveria tomar um partido.

“Não acho que você tenha que gritar no telhado, mas eu acho que você tem que defender alguma coisa. Se você não está defendendo nada está apenas servindo a si mesmo, ponto e fim da história. ‘California Gurls’ e outras coisas fofas seriam completamente inautênticas com quem eu sou agora e com o que eu aprendi. Eu acredito que precisamos de um pequeno escapismo, mas acho que não pode ser tudo isso. Se você tem uma voz, tem a responsabilidade de usá-la agora, mais do que nunca”

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Katy Perry não falou só de política, ela também contou sobre seu futuro álbum – que será bem diferente dos anteriores. Em junho passado, e no final do ano a cantora tinha mais de 40 músicas em produção – dessas, umas 12 devem compor o novo disco.

“Eu não curo o câncer ou nada, mas eu sei que posso levar luz, alegria e felicidade em pequenas partes de três minutos e meio. Isso faz algo. Isso eleva o espírito”, contou Katy sobre seu trabalho.

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A cantora também respondeu um bate-bola rapidinho sobre diversos assuntos. Ela contou o que pensa sobre a Madonna: “Ela fez a arte da evolução tão bem”. Sobre a Adele: “Eu realmente aprecio as pessoas que não caem no buraco do coelho e ter uma ideia do que é real”.

Quanto a Cher, “Adoro o quão aberta sobre suas ideias ela é”, conta Katy Perry. Já sobre a Beyoncé, “Nosso Michael Jackson do mundo moderno. Ela mostra que está tudo bem em ser forte e vulnerável ao mesmo tempo – e essa vulnerabilidade não é uma fraqueza, é na verdade uma força”.

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Katy comentou até mesmo do Grammy, “Nós, como cultura, precisamos ser inclusivos e diversificados, e eu acredito que isso ainda não é representado no Grammy”. Falou pouco, mas falou bonito!

Para ver a entrevista completinha e mais fotos, acesse o site da Vogue.

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