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Peach Tree Rascals em imagem promocional (Divulgação)

Conversamos a Peach Tree Rascals sobre virais do TikTok, produção do próprio som e referências

Já ouviu falar da banda californiana Peach Tree Rascals? Se a resposta for não, felizmente estamos aqui pra corrigir esse desvio e apresentar o dito grupo de amigos que fazem da união em estúdio uma mistura dos próprios repertórios musicais.

A banda é formada por 5 integrantes – Dom que produz e é o responsável pela mixagem; o trio Isaac, Tarrek, e Joseph, que canta; e Jorge, que leva o título de diretor criativo do grupo. As referências vão desde Beatles até Frank Ocean… Já pensou?

Virais no TikTok com o single “Mariposa”, que tem mais de 21 milhões de streams no Spotify, o grupo falou com o Papelpop. Entre outras coisas, Tarrek, Joseph e Jorge contaram sobre a dita jornada criativa, bastidores e curiosidades. A conversa na íntegra você lê abaixo.

PAPELPOP: Quero começar essa entrevista dizendo que honestamente acho que é só uma questão de tempo pra vocês de fato explodirem e terem, tipo, milhares de contas de fãs brasileiros no Twitter dedicadas a vocês!

PTR: Hahaha! Isso seria incrível! 

Conta pra gente como vocês se conheceram! 

Tarrek: Como a gente se conheceu? Vamos lá! Tudo começou no colégio, que, pra gente, foi tipo uns 7 anos atrás! Faz bastante tempo, é… Estamos ficando velhos! Hahaha! Enfim! Quatro de nós ficamos amigos e o Isaak – que não está aqui agora, pois ele e o Dom estão juntos com as famílias deles –, foi a primeira pessoa no nosso grupo de amigos que realmente produzia e lançava as próprias músicas. Ele distribuía CDs com as músicas dele na escola e isso inspirou muito a gente, sabe? Ele super novo correndo atrás das ambições dele e o resto de nós não fazendo nada! E, com o tempo, o resto foi se envolvendo também! Primeiro eu e o Isaac fazíamos freestyle só pela zoeira, até que o Joseph começou a cantar também e, logo depois que a gente se formou no colégio, o Dom, com toda a mentalidade criativa, ética e profissional, fez com que todos nós levássemos a música pra outro nível. Então, não foi aquela coisa de “Vamos fazer umas músicas e lançar”, porque ele nos levou pro mindset de “Nós vamos fazer o melhor tipo de música que somos capazes”. Também tinha toda uma mentalidade de que nós iríamos continuar fazendo nosso som como artistas humildes, sem objetivos doidos e prepotentes! O objetivo, no começo, realmente era “Vamos fazer as melhores músicas que pudermos”. Aí, depois de uns 3 anos, nós selecionamos umas 8 faixas de eu nem sei quantas, pra começarmos a tentar lançar comercialmente, porque até aquele ponto nós só estávamos experimentando como artistas e músicos, sabe? E foi quando o Isaac encontrou o Jorge no Twitter, onde ele postava todas as artes e designs da marca dele! O que foi realmente algo que nos atraiu e queríamos a participação dele na banda de alguma forma e o Jorge começou, então, a fazer as capas dos nossos singles seguindo muito a mentalidade da banda que eu comentei. 

E o nome? De onde surgiu? 

Tarrek: Foi o Jorge! Ele deu a ideia do nome da banda ser “Peach Tree Village”, mas aí o resto ficou meio inseguro com o “village”! Logo depois ele falou: “E se for Rascals?” e tudo fez sentido! Nós nos olhamos e na hora sabíamos que Peach Tree Rascals seria o escolhido!

E a parte estético-visual é muito bem definida, né? É algo que eu acho que a maioria dos artistas têm bastante dificuldade em decidir e manter hoje em dia… 

Jorge: Eu sempre faço coisas que eu gosto e depois mostro pra eles com a esperança de que eles vão concordar! Opiniões e críticas são bem vindas e eu sempre ajusto tudo para que todos estejam de acordo e felizes com o resultado, porque, no final do dia, nós só lançamos coisas que gostamos. Minha intenção nunca foi de criar uma estética, eu só sempre fiz o que eu curtia visualmente! 

Tarrek: Eu acho que ter o Jorge como parte do grupo, como diretor criativo da banda que foca especificamente na parte visual, nos ajuda muito! Muitos artistas não têm isso, eles acabam trocando de profissional e visão artística a cada projeto, o que cria uma certa desconexão. Enquanto isso, o Jorge é parte da banda, sabe? Ele é o nosso quinto integrante, o nosso quinto irmão! E isso cria uma consistência que faz a diferença pra banda.

Talvez seja muita presunção comparar vocês a Brockhampton, acho isso meio equivocado porque, por mais que o som da Peach Tree Rascals seja cheio de referências notáveis, ainda parece muito autoral e pessoal. Como vocês equilibram isso?

Jorge: Sabe, eles definitivamente foram uma inspiração para nós! Toda a ideia de ser um grupo fazendo o que ama do próprio jeito nos motivou muito! 

Tarrek: E o nível em que eles estavam fazendo a música deles, a qualidade da coisa era algo que nós queríamos pra nossa banda também.

Jorge: A qualidade constante do conteúdo! 

Tarrek: E é engraçado porque, quando vamos trabalhar, nós nunca temos a mentalidade de “Vamos ser diferentes de todo o resto”, mas sim de simplesmente fazer o melhor que pudermos sempre! E acho que, quando as nossas influências individuais se juntam, resulta no som peculiar que você comentou! Tenho certeza que o mesmo acontece com o Brockhampton. 

Quais são as principais referências atuais que vocês têm?

 Joseph: Tyler The Creator pra mim! 

Tarrek: Chance The Rapper, John Mayer, Russ, Drake!

Isaac: O Russ é uma grande influência para como nós lançamos música. No sentido de que só lançamos um single por vez e a cada mês!

Tarrek: Sim, a consistência nos lançamentos no mundo em que vivemos hoje, como artistas em ascensão, é algo muito importante! Tipo, lançar um álbum talvez não seja a melhor alternativa para nós no momento, porque tudo se altera tão rapidamente na internet que parece que um dia é uma semana, entende? 

Jorge: É tipo um déficit de atenção!

Tarrek: Exato! Então, pra gente, o Russ foi uma inspiração muito importante em relação à questão da consistência no lançamento das músicas, o que definitivamente ajuda a desenvolver uma boa base de audiência, por exemplo. 

Qual a música favorita de todos os tempos de vocês, porque acho que isso diz muito sobre vocês pessoalmente e artisticamente! Se for muito difícil escolher, pode falar a favorita do momento! 

Jorge: Não consigo escolher a minha favorita de todos os tempos, mas a atual é “seven” da Taylor Swift. 

Tarrek: Também não consigo escolher a minha favorita de todos os tempos agora, mas tô ouvindo muito “Grease”, do Drake, porque essa é foda! 

E em relação ao que vocês falaram sobre lançar na era da internet, como vocês lidam com o single “Mariposa” ser um dos hits virais do TikTok? Acredito que foi algo inesperado, né?

Tarrek: É muito doido porque nós nunca fizemos a música com a intenção dela viralizar no TikTok! Nós sabíamos que era uma plataforma que poderia muito ajudar novos artistas a se tornarem conhecidos e acabamos tirando proveito disso! Eu enxergo o TikTok como um lugar que permite com que as pessoas sejam criativas e simplesmente façam o que gostam – desde danças, desenhos, música…

Tem muuuita coisa! 

Tarrek: Às vezes até demais! Hahaha! Mas é incrível porque da última vez que eu olhei, acho que tinha mais de um milhão de vídeos com a nossa música “Mariposa”! Então é uma loucura! E as pessoas tão se apropriando criativamente dela, o que é mais incrível ainda porque é exatamente o que a gente faz como artistas, né?

Jorge: Eu vi umas fanarts da música e achei demais!

Tarrek: Sim! E é a melhor coisa pra gente de toda a viralização da música no TikTok, é muito inspirador ver esse impacto que a música pode ter nos outros. Algo que é o nosso grande objetivo como artistas. 

Pra matar a minha curiosidade: Vine ou TikTok? 

Todos juntos: Vine! Hahaha! 

Joseph: Eu ainda tenho o aplicativo no meu celular de alguma forma! 

Tarrek: Era bom demais! 

Jorge: O TikTok é muito bom também! 

Tarrek: No começo, eu tinha dificuldade de entender o TikTok, mas aí, quando você começa a assistir vários vídeos e curtir quais você gosta, o algoritmo filtra o conteúdo e, quando você vê, uma hora passou e você nem percebeu! Só dá pra pensar “Merda! Não acredito que fiquei uma hora vendo esses vídeos!”! Hahahaha! 

Pra quem ainda está conhecendo o trabalho de vocês, aqui vai uma dúvida: por onde começar? De todos os singles que vocês já lançaram, qual é o favorito de cada um e por quê? 

Joseph: Acho que é “I’m Sorry”! 

Jorge: Eu gosto muito de “Plus”! Eu gosto de todas! Não consigo escolher direito porque todas têm um lugar especial no meu coração. Acho que todos aqui concordam que cada música tem um pedaço de cada um e a gente se esforça muito para que o resultado final seja o melhor possível. 

Tarrek: São tipo os nossos bebês, na real! É bem difícil escolher e eu acho que também depende muito do dia, de como você está se sentindo. Mas, se eu realmente tivesse que escolher, seria “Mariposa” porque é a faixa que está ajudando com que a gente cresça como uma banda e que as pessoas nos conheçam. O impacto de “Mariposa” é muito lindo pra mim. 

E é verdade que vocês ainda não se apresentaram ao vivo? Como vocês lidam com isso? 

Tarrek: Sim, é verdade! Nós não ficamos com muita ansiedade a respeito disso porque é algo que nós esperamos acontecer desde que começamos a fazer música! A animação só aumenta! 

Pra fechar, o que vocês querem que as pessoas saibam sobre vocês e definam a música de vocês em 3 palavras!

Tarrek: O que a gente quer que as pessoas saibam sobre nós? Puts… Eu não faço ideia! Hahahaha! Sei lá, nós só somos uns caras…

Joseph e Jorge: Hahaha! 

Tarrek: Mas é! Nós só somos um grupo de amigos que se esforçam ao máximo para fazer o melhor tipo de música possível! E pra descrever nossa música em 3 palavras? Vamos lá…

Jorge: Atemporal.

Joseph: Deslumbrante.

Tarrek: E vibes! Hahahaha! 

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