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Sarah Oliveira celebra 20 anos de estreia no Disk MTV com live: “Meu coração tava na boca”

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Sarah Oliveira é acima de qualquer coisa uma apaixonada por música. Talvez por isso mesmo tenha se dado bem na MTV, onde há 20 anos fez sua estreia à frente do clássico “Disk”. Eram outros tempos, outra forma de consumo, uma outra geração.

Pra celebrar a data, a apresentadora realiza uma live em seu perfil no Instagram nesta sexta (28), a partir das 17h. Aberta ao público, a conversa promete relembrar esse capítulo e até criar uma lista com artistas atuais que poderiam encabeçar um top 10.

As memórias são muitas. O convite pra assumir a atração, que na virada do milênio concentrava a maior audiência do canal, chegou pelos diretores Cris Lobo e Zico Goes às vésperas de uma viagem a trabalho para Los Angeles.
“A MTV tinha isso de te colocar na fogueira, de programar uma estreia pra dali a uma semana”, lembra. “Eu nunca tinha feito TV, olhado pra câmera e estreei porque os diretores viram uma passagem minha on camera durante uma cobertura do festival Planeta Atlântida. Já tinham feito mil testes, mas não tava dando certo”.

Unindo experiências adquiridas com a disciplina do ballet clássico e a leveza do rádio, Sarah fez apenas uma exigência. “Eu queria continuar fazendo entrevistas e quando voltei disse pra eles que, se pudesse, topava”. Em 28 de agosto de 2000, ela se apresentaria ao público como a nova VJ, antes de chamar o clipe da 10ª posição. Era “Californication”, do Red Hot Chilli Peppers.

“Meu coração tava na boca, fiquei muito emocionada porque eu sempre fui telespectadora da MTV”, brinca. “Estrear ali foi incrível, lembro até da roupa que eu tava usando.”

Shiny Happy People

Das celebridades que mais gostou de conhecer por conta do programa cita duas estrelas pop. Britney Spears, com quem almoçou, e Shakira, que definiu como “uma das pessoas mais legais do mundo”. “Shakira foi a que mais participou do Disk ao vivo. Adoro que ela falava português e se esforçava pra isso, sempre muito real, muito bacana”.

Também há casos mais especiais, que pendem para o rock. Fã de grunge, Sarah se lembra com afeto das conversas que teve com Tom Morello, do Rage Against The Machine, e Michael Stipe, à época líder do R.E.M. “Eu sempre ia pro comportamento, não ficava só na música. Com Michael, por exemplo, falei de educação sexual porque em 2005 o presidente norte-americano, George W. Bush, queria proibir o assunto nas escolas”.

Sarah Oliveira e Michael Stipe, em Milão, durante entrevista.

À ocasião, Stipe ressaltou a importância da pauta para que meninas soubessem identificar um estupro e adolescentes tratassem questões relacionadas à própria sexualidade de forma natural. “Foi assim que ele descobriu que era homossexual, que podia falar com os pais a respeito. Foi muito bonita essa entrevista, tanto que acabou virando um especial”.

Como consequência ou não, o Disk MTV também acabou adquirindo esse viés educativo. “A gente falava sobre conscientização, sobre drogas, sobre cidadania, HIV, empatia, racismo, homofobia”, diz. “A palavra feminismo, que não usávamos tanto na época, também estava lá. Lembro inclusive de criticar o Eminem no ar. Estávamos no lugar certo, na hora certa e eu trouxe isso pra minha vida”.

Apesar de ser aquariana e dizer que mira sempre rumo ao futuro, as memórias afetivas dos anos em que trabalhou no canal seguem vivas. Sarah se diverte, inclusive, ao dizer como não conseguia se manter neutra ao chamar clipes que gostava muito. “Até hoje as pessoas dizem que amam o Lenine por minha causa e quando o Arnaldo Antunes entrava na parada eu ficava tão empolgada… Não tenho vergonha de dizer e não tem nada a ver com você estar puxando saco ou elogiando. É a emoção pura no ar e nunca quero mudar isso”.

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