Menu Papel POP

Cat Dealers fala ao Papelpop sobre parceria com Ava Max, desafios e papel do DJ hoje

Apesar de estarem nas pistas de dança há poucos anos, Lugui e Pedrão, que compõem o duo Cat Dealers, já são considerados ícones na cena de música eletrônica internacional.

Com certeza, você já deve ter escutado por aí versões mais agitadas de músicas como “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, “Ai Ai Ai”, de Vanessa da Mata, ou “Sushine”, assinada pela dupla em parceria com LOthief e Santti.

De qualquer modo, foram trabalhos muito bem feitos que fizeram com que os irmãos cariocas conquistassem boas posições no Top 100 DJ Mag, lista que busca ranquear os melhores DJs do mundo.

No último dia 12, inclusive, os dois deram mais um grande passo na carreira, após lançar um remix oficial da música “Who’s Laughing Now”, de Ava Max. A música faz parte do álbum de estreia da cantora, “Heaven & Hell”, marcado para estrear em setembro.

Em entrevista ao Papelpop, a dupla contou um pouco sobre a parceria, a importância do DJ na música dos dias atuais, carreira e muito mais.Leia:

***

PAPELPOP – Como foi isso de colaborar para uma música da Ava Max? Qual foi a reação de vocês ao receber o convite?

CAT DEALERS – Foi uma honra imensa sermos convidados para fazer esse remix. Admiramos muito o trabalho da Ava Max, a gente até tocava um mashup de “Sweet But Psycho”, sabemos que ela está estourando no mundo todo, então ficamos realmente muito empolgados por termos sido escolhidos para fazer esse remix.

Trabalhar com Ava, como vocês mesmo pontuaram, foi um desafio por questões de divergência de estilo, mas, no fim, deu tudo certo! A gente quer saber: qual foi a melhor parte desse trabalho e qual a mais difícil?

A mais difícil foi a incerteza sobre o que sairia desse remix, não sabíamos mesmo se daria certo, se a gente curtiria o final, porque queríamos trazer nossa pegada para a música, a gente queria que fosse algo que se encaixasse bem no nosso set. Mas isso acabou sendo a melhor parte também, nos sentirmos desafiados, nos forçou a ir experimentando, testando até ficarmos felizes com o resultado e acabou que ficamos amarradões.

Lembro de ver vocês abrindo pra Shakira em 2018, em São Paulo. Temos tido muitos lançamentos excelentes de música pop em 2020, quero saber se vocês têm curtido o som novo de alguma diva pop, qual seria?

Curtimos bastante coisa! É sempre legal ficar ligado no que está rolando no mundo da música de maneira geral. Uma cantora que a gente acompanha e gosta muito é a Billie Eilish. Tem um estilo bem diferente que a gente se identifica muito.

A importância da figura do DJ parecia ter sido deixada um pouco de lado, mas nos últimos tempos vocês têm conquistado cada vez mais espaço, mais relevância (como era antigamente, nos anos 1990, principalmente). Isso diz muito sobre a forma de consumo da música, que mudou drasticamente com a chegada do streaming. Como vocês enxergam essas mudanças, diante do crescente respeito e visibilidade que tem ganhado por parte dos fãs de música pop?

Com certeza o streaming mudou muito a maneira de se consumir música e isso impactou demais nos lançamentos de eletrônica. Agora, pode-se lançar músicas avulsas, com semanas ou até meses de distância entre um lançamento e outro, e está tudo bem, porque o consumo é basicamente online. Essa maneira de consumir também facilita a descoberta de novos artistas e músicas, já que você recebe indicações de sons parecidos com o que curte ou ouvindo em uma playlist. Isso acaba aproximando fãs de gêneros diferentes, principalmente quando se trata do pop e do eletrônico, que, muitas vezes, caminham bem próximos um do outro. Além disso, hoje em dia o DJ é também um produtor, não só alguém que toca um set, o que foi muito facilitado pelo acesso mais universal a novas tecnologias e internet. Esse papel do produtor ganhou um peso muito grande, ele passou a ser enxergado de uma maneira diferente, ajudando a valorizar a cena.

Pergunta clichê, mas necessária: como anda o processo criativo durante a quarentena?

Está a mil! Como normalmente mal paramos em casa por causa das turnês, temos muito pouco tempo de estúdio, fazendo com que role uma pressão para produzir em um espaço de tempo limitado. Agora, estando direto em casa, essa pressão diminuiu muito, então está tudo fluindo mais, estamos com muito tempo para ir testando nossos trabalhos e isso tem sido bem legal, estamos curtindo muito o que tem saído dessa quarentena. Já temos várias produções para soltarmos, estamos bem animados.

Para finalizar, o que a gente pode esperar de Cat Dealers daqui pra frente? Quais os planos pro segundo semestre de 2020?

Estamos com esses lançamentos para soltar, muitas collabs iradas, algumas delas muito pedidas pelos fãs. Vez por outra damos uns spoilers no nosso Instagram, podem ficar de olho por lá, que estamos sempre divulgando as novidades haha. Infelizmente, quanto aos shows por enquanto é tudo uma incerteza, mas já fizemos alguns drive-ins e queremos fazer mais, então quem sabe ainda não nos encontramos por aí este ano? Mesmo que dentro de carros!

***

Escute o remix de “Who’s Laughing Now” nas plataformas:

 

Comentários

Topo