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Majur, Hiran e Ícaro Silva exploram possibilidades de ser no clipe de “Náufrago”

Ying-yang, ser ou não ser, masculino-feminino. Estas sempre foram questões arrevesadas, libertárias… e muitas vezes inacessíveis também. Por que não abraçar um outro lado seu? Por que não se permitir um encontro consigo mesmo? Majur, um dos nomes mais expressivos do rap nacional, trouxe essa discussão para a primeira faixa que compôs, a delicada “Náufrago”.

Nela, a artista discute com muita leveza sobre uma descoberta de gênero não-binário, ou seja, de uma identidade que não se restringe à definição arcaica e integral de homem e mulher.

Nesta quarta-feira (6) a faixa ganhou um videoclipe em que a cantora nos conduz, segurando pela mão, a um processo de pinceladas vitais, narrando suas reflexões e a expansão de seu auto-conhecimento. Ela canta sobre atos fundamentais como se abrir, florir e fluir chances. Desenha um momento libertador, capaz de inspirar.

Se seu medo é cair, o amigo Hiran surge como um campo de força. Ele caminha em um corredor medianamente iluminado e dá a entender, a partir de suas rimas poderosas, que corpos diferentes podem ocupar qualquer espaço – e que os caminhos da alma… bem, esses só cabem a nós mesmos decidir quais serão.

No fim, dando a impressão de que conseguiu acessar as próprias entranhas, Majur se encontra com o ator Ícaro Silva em um cenário ornado com corações pendurados. Maravilhados, eles descobrem esse mundo cheio de entrelaçamentos e possibilidades, tal qual é a imensidão do horizonte.

A direção é do maravilhoso Pedro Henrique França, nome por trás de trabalhos primorosos como “Pedrinho”, de Tulipa Ruiz, “Alô Alô, Marciano”, de Illy, e “Ninguém Perguntou Por Você”, de Letrux.

É sobre sentir, se permitir desdobrar o coração. Assista:

“Náufrago” também está disponível nas plataformas digitais:

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