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As Bahias e a Cozinha Mineira cantam sobre dores, amores e resistência em novo álbum; ouça “Tarântula”

Na fim da década de 1980, período em que a Ditadura Militar ainda regia as esferas políticas do Brasil, uma operação policial em São Paulo promoveu uma verdadeira caça às travestis. O objetivo era “limpar” a cidade e deixá-la livre do vírus HIV.

Batizada de “Operação Tarântula”, esse ato hediondo entrou para os anais da história como um dos episódios mais vergonhosos na pauta de Direitos Humanos do Brasil. Trinta anos depois, o episódio também serviu como inspiração para o título do novo trabalho do trio As Bahias e a Cozinha Mineira.

Chegou às plataformas na manhã desta sexta-feira (31) “Tarântula”, terceito álbum de estúdio da banda formada por Assucena Assucena, Raquel Virgínia e Rafael Acerbi.

Com dez canções inéditas, este sem dúvida é seu trabalho mais diverso e maduro até o momento. Dialogando com temas como amor, resistência, política e dores provocadas pela solidão, o disco traz não somente os vocais encantadores de suas fundadoras, como também um som único criado de forma mais leve e despretensiosa, se comparado a seus dois álbuns anteriores.

O destaque fica por conta das faixas “Carne Dos Meus Versos”, “Volta” e “Shazam Shazam Boom”, que ganharam no fim da manhã de hoje três videoclipes. Artistas de verdade!

Sobre parcerias, rola uma bem interessante com Projota na safadinha “Tóxico Romance”. Vem ouvir o disco na íntegra, porque tá uma delícia.

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