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Troye Sivan diz que se questiona se teria sido bem sucedido caso não fosse gay

Em entrevista ao podcast Homo Sapiens nesta semana, Troye Sivan falou um pouco sobre como enxerga a representatividade LGBT na música pop. O cantor também refletiu como se sente sendo um artista abertamente queer na indústria mainstream do entretenimento.

Segundo ele, mesmo lidando muito bem com a sua sexualidade, às vezes bate aquele questionamento sobre si. O maior deles seria sobre a possibilidade de ter sido ou não tão bem sucedido, caso não fosse abertamente gay.

“Parte de mim questiona, às vezes, se eu seria mais bem sucedido comercialmente se eu não fosse gay ou não tão “obviamente gay””.

O cantor também disse que a experiência do podcast o trouxe certa liberdade para falar sobre o assunto, já que sempre teve medo de se explicar sob a possibilidade de parecer piegas ou oportunista.

“Eu tenho um ótimo time e uma ótima gravadora e não tive essa conversa com ninguém mais por medo, porque eu odeio, odeio, odeio, quando estrelas pop soam amargas e atribuem qualquer falta de sucesso a outra que coisa que não eles mesmos. Eu não quero parecer como se tivesse dizendo isso, mas participar deste podcast me faz sentir em um lugar seguro onde podemos ter uma conversa aberta.”

Ele também falou sobre a necessidade de existirem mais artistas queer, ressaltando que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que se chegue a um nível de representatividade satisfatório na música pop.

“Acho que estamos em um momento bem interessante na música onde estamos vendo mais artistas queer se destacarem. Mas por outro lado, nós não temos uma Taylor Swift queer, ou uma Rihanna queer, ou uma Beyoncé queer. Não acho ainda que chegamos lá. Apesar de ser bem animador estar onde estamos agora, ainda sinto que há uma montanha bem alta diante de nós”.

O último trabalho lançado por Troye foi o single Lucky Strike, que ganhou um clipe agora, em janeiro. A entrevista está disponível na íntegra logo abaixo:

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