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Após “estudo profundo”, deputado descobre que Mickey e Mufasa são gays e promovem o “gayismo”

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Nesta semana, o deputado federal Victório Galli (PSC-MT) divulgou resultados de um “estudo profundo” que, segundo ele, provam que Mickey, personagem símbolo da Disney, é gay – assim como o Rei Leão Mufasa. A sexualidade dos personagens faria parte, ainda, de uma “uma engenharia social que busca acabar com os valores cristãos”.

“A gente vê que em todas as suas atuações, eles fazem apologia ao homossexualismo. Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele é homossexual”, disse ele à Rádio Capital de Cuiabá – onde os viados costumam ser respeitados. “As pessoas estão enganadas com essa mensagem subliminar que a Disney está passando para a sociedade, principalmente às nossas crianças.”

Fazendo seu trabalho brilhantemente, o repórter Paulo Coelho lembrou sobre o namoro de Mickey e Minnie (como ele pode ser gay se namora uma fêmea?) e pediu exemplos que provam a homossexualidade do ratinho mais querido do mundo. E a resposta, claro, veio cheia de fundamentos científicos.

“Isso é o que eles fazem para enganar as pessoas. O objetivo é destruir famílias. O próprio nome dele em relação aos exemplos que fazem, as cores, assim por diante, você vê uma mensagem subliminar que ele está fazendo uma apologia e apoiando a questão gay. Eu não tenho aqui em mãos, como passar os pontos nesse sentido. Mas a mensagem, a forma como se coloca, de transmitir a linguagem para nossas crianças, tudo leva nesse sentido.”

O estudo de Galli foi tão profundo que também conseguiu identificar outros a homossexualidade de personagens da Disney que, até onde sabemos, são héteros. Tipo o Mufasa. O Mufasa nera hétero, nera?

“Infelizmente outro filme em que os personagens transmitem mensagem em relação ao homossexualismo é aquele desenho animado do leão, o Rei Leão. Na realidade é outra mensagem que transmite a apologia ao ‘gayismo’. É na questão que o rei leão deveria ser um animal feroz, de transmitir respeito aos outros animais, ele se torna um animalzinho frágil, que carece de proteção dos outros.”

Tem coisa mais frágil que a masculinidade, gente? hahahaha Se tem, ainda não conhecemos!

O deputado fez questão de lembrar que não é contra gays desde que esses “façam isso entre quatro paredes e não façam apologia” como a Disney tem feito ao aderir a uma “agenda marxista mundial”.

“Está claro que aderiram a agenda da militância marxista mundial. Isso faz parte de uma engenharia social que busca acabar com os valores cristãos e, estou tratando deste assunto há muito tempo.”, disse Galli em nota divulgada após a repercussão das suas declaração.

Alguém explica pra ele que o que ele chama de “militância marxista mundial” tem um nome muito mais simples, “respeito”?

Professor e pastor evangélico, Galli foi eleito deputado federal pelo Mato Grosso com 64,691 votos em 2014. Antes disso, foi suplente do mesmo cargo por duas legislaturas. É dele um projeto de lei de 2012 que pretende permitir “manifestação de crença religiosa, em qualquer modalidade, acerca da sexualidade”, que na prática dá o aval do estado para a “homofobia verbal”.

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