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Ryan Murphy fala sobre experiência em “Glee” e a morte de Cory Monteith

A gente fala tanto de “American Horror Story” + Ryan Murphy que quase esquece que ele ajudou a criar “Glee”, né? A série ficou no ar de 2009 a 2015 e fez muito sucesso, mas também ficou marcada pela morte de um de seus protagonistas, Cory Monteith, o Finn.

Em matéria especial para a Entertainment Weekly, Murphy contou sobre sua experiência no programa e como lidou com a perda de Monteith.

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De acordo com Murphy, ninguém na temporada inicial achava que “Glee” seria o hit que foi. Ele estava filmando “Comer, Rezar, Amar” com Julia Roberts em 2009 fora dos Estados Unidos e quando voltou, percebeu o sucesso da série. Mas não foi tudo lindo.

“Foi a melhor e a pior época da minha vida. Tinha muito conflito interno. Muitas pessoas estavam transando e depois terminando. Foi um bom treinamento sobre como ser um pai, vou dizer isso. Mas também cometi um erro: nos tornamos muito próximos. Nós amávamos tanto tudo isso que saíamos para jantar, conversávamos e sempre estávamos juntos, então não havia uma delimitação em relação a quem era o chefe e quem era o empregado. E éramos tão próximos que quando algo acontecia, era tão pessoal para mim que eu ficava muito furioso.”

Uma dessas coisas provavelmente foi a morte de Cory Monteith em 2013 — o ator, que tinha problemas com drogas e foi para a reabilitação com a ajuda de Murphy, namorava a colega Lea Michele. Ryan revelou quais foram as últimas palavras de Cory a ele, durante uma visita do ator e de Lea ao set do telefilme “The Normal Heart”.

“Nós nos abraçamos e a última coisa que ele disse foi, ‘Eu te amo, cara, e obrigado por me ajudar a melhorar’. E depois fiquei sabendo que ele havia morrido. Foi como perder um filho.”

Lea Michele também foi entrevistada para a matéria, e disse:

“Quando descobri [que Cory havia morrido], Ryan foi uma das primeiras pessoas para quem liguei. Quando Cory estava vivo, Ryan o ajudava muito, mas quando o dia [de sua morte] chegou, Ryan tomou as rédeas e me ajudou mais do que eu posso explicar. Ele cuidou muito de mim. Quis ter certeza todos os dias de que eu estava bem, ora me convidando para sua casa e fazendo a janta, ora se assegurando no trabalho [‘Glee’] de que eu estava OK. Ele sentou comigo e disse, ‘O que você quer fazer? Quer continuar com a série? Quer que acabe?’ Eu só disse, ‘Quero voltar ao trabalho’. Ele tem um coração maior do que sabe lidar às vezes.”

Para Murphy, e para todo mundo que acompanhava “Glee”, a série mudou com a morte de Cory Monteith.

“O que começou como uma celebração de amor e aceitação, no fim se tornou algo sobre escuridão e morte. Foi uma grande lição sobre o que não fazer quando se está superando algo. E muitos deles [do elenco] são meus amigos até hoje.”

Que pesado, né, gente? :(

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