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Halle Berry revela que quase não conseguiu papeis importantes por sua aparência

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Ser linda tem seus problemas, tá? OK, brincamos, mas rola mesmo em Hollywood uma tendência de que alguns atores e atrizes acabam presos em papeis estereotipados baseados em aparência física. O fulano acima do peso é o gordinho amigo engraçado, a moça gostosa fica nisso de ser gostosa mesmo… E a Halle Berry acabou comentando esse assunto na revista W, da qual é capa da edição de outubro.

A atriz contou que precisou insistir para ser levada a sério na indústria cinematográfica americana; como exemplo, ela cita o filme “Febre da Selva”, de Spike Lee, no qual faz o papel de uma viciada em crack.

“[Ele] queria que eu fizesse teste para o papel da esposa de seu personagem, e eu li as falas e fui bem, mas disse a Spike: ‘Sabe, eu estou interessada mesmo no papel da cracuda, você me deixa por favor fazer um teste para essa personagem?’, e ele disse, ‘Não, não te vejo como a cracuda’. Eu falei: ‘Eu sou a cracuda. Bem no fundo, eu sou a cracuda!’. E ele continuou, ‘Não, não imagino isso’. Eu falei: ‘Deixa eu ir para o banheiro tirar toda essa maquiagem; você vai ver a cracuda em mim’. Então ele concordou e eu voltei, fiz o teste e consegui o papel da cracuda. Foi um jeito incrível de começar minha carreira, interpretando uma viciada e sendo dirigida por Spike Lee. Foi incrível.”

Hahaha!

Halle explicou que evitou personagens extremamente lindas, pois não queria ser marcada como a bonitona.

“Eu venho desse universo dos concursos de beleza e do mundo de modelos, e imediatamente quando as pessoas ficavam sabendo disso, elas não me levavam a sério como atriz. Então, eu tentei eliminar essa parte da minha persona, e Spike me deu essa chance. No começo da carreira, consegui papeis que não se baseavam nem um pouco no meu físico e essa foi uma boa maneira de conseguir credibilidade na indústria.”

Assim como “Febre da Selva”, aconteceu o mesmo com “A Última Ceia”, filme que deu o Oscar de melhor atriz para Halle.

“Lee Daniels [produtor do longa] não queria que eu fizesse o teste. Ele ficou realmente repugnado só de pensar. Ele achou que eu nunca poderia interpretar a personagem e meu argumento foi que só porque uma pessoa tem uma determinada aparência, isso não significa que ela não passe por dificuldades. Há adversidades para todos. Eu pensei, ‘minha aparência não me poupou de dificuldade alguma ou de nenhum momento de mágoa ou de uma situação dolorosa. Então me dê uma chance’. Disse: ‘Muitas vezes acho que é mais interessante quando você vê alguém que parece de um jeito se esforçando de maneiras que você não imaginaria”. No fim, ele me deu uma chance e isso meio que mudou o rumo da minha carreira de muitos jeitos.”

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