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Lukas Graham conta ao PP que cresceu numa comunidade na Dinamarca e é fã do Mr.Catra

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Quando ouvimos o hit “Seven Years”, de Lukas Graham, já sabemos grande parte do que ele viveu. O que Lukas não conta é que cresceu em uma comunidade na Dinamarca, conheceu o Catra (sim, o próprio Mr.Catra) e sua admiração pelo trabalho do funkeiro.

Lukas Graham estourou no mundo inteiro com o single “Seven Years”, que soma mais de 68 milhões de views no Youtube. A banda têm dois álbuns já lançados e ambos se chamam “Lukas Graham”, um de 2012 e outro de 2015. Curioso, né? Tudo fará sentido quando você ler a entrevista.

Não só isso, ele também é fã do Brasil. Ele já conheceu o país e gostou muito da nossa cultura. Dotado de uma simpatia incrível, o vocalista da banda bateu um papo com o Papelpop e nos encantou.

Papel pop: Por que a banda foi batizada com seu nome?

Lukas Graham: Eu comecei a escrever as músicas antes da banda. É minha história, é sobre minha vida, então é natural que tenha meu nome (risos). Pode parecer egoísta, mas meu nome também é o mais bonito.

Quais são suas inspirações para compor?

Eu me inspiro em tudo, em quem está a minha volta, minha família e meus amigos. Mas, basicamente, eu busco inspiração na vida

Você se lembra da primeira vez que ouviu sua música no rádio?

Sim, foi muito estranho. (risos) Eu estava na rádio no momento em que a música foi tocada e pensei ‘isso não pode ser real’.

Como funcionou o processo criativo do seu maior single “7 Years”?

Foi muito natural, eu demorei três horas para finalizar. Começou assim : ‘Once I was 7 years old, my mamma told me go make yourself some friends or you’ll be lonely. Once I was 7 years old’ (Quando eu tive sete anos, minha mãe me mandou fazer alguns amigos ou eu ficaria solitário. Quando eu tinha sete anos). Fui escrevendo sobre minha vida e minhas experiências.

Devem perguntar muito isso, você vem de uma comunidade em Christiana, na Dinamarca. Como foi crescer em um lugar assim?

É um bairro, muito agraciado ou não (risos), onde as pessoas tomam conta do lugar sem ajuda do governo. Christiana é uma comunidade bem humilde e parece uma favela, mas em menor escala. Independente de qualquer sucesso, ter crescido em um lugar assim me faz ter os pés no chão. Eu me lembro da primeira vez que ouvi rap e a letra passava exatamente o que eu estava pensando. Os rappers entendem essa realidade, essa agressividade e eles passam isso através da música, sabe?

Quando você cresce na marginalidade, em uma bairro pobre, você sente uma certa raiva pois todo mundo te olha diferente. A mídia te enxerga diferente, você tem medo justamente pelo fato de não querer parecer assustado. E você acaba transformando seu medo em raiva e eu sentia isso nas raps que ouvia.

Aqui no Brasil temos muitas comunidades com uma realidade semelhante a essa. Você já veio ao Brasil?

Sim, eu estive em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Já fui duas vezes ao Brasil: quando criança e depois com 20 anos. Eu gostei muito de conhecer a cultura de vocês e gostaria de voltar. É um país tão maravilhoso e todos são tão simpáticos. (risos)

Nós fizemos uma brincadeira no Lollapalooza 2016 e mostramos sua música para diversas pessoas, eles gostaram muito. Você pretende fazer shows por aqui?

Isso é incrível! Quero fazer shows no Brasil e mostrar meu trabalho para o público. Por enquanto, não tenho nenhuma data, mas com certeza voltarei ao país.

Você conhece algum músico brasileiro?

Sim, conheço Mr. Catra, sabe quem é? Ele esteve na minha comunidade, foi até a Europa para visitar as favelas. O Catra e o DJ Primo ficaram maravilhados com Christiania e eu os conheci lá na Dinamarca, foi muito legal.

Falando em músicos, tem algum para recomendar?
Sim, eu estou ouvindo Sara Hartman, uma cantora alemã.

E me conta, você pensa em continuar fazendo música ou tem outras ambições?

Eu quero fazer música pelo resto da minha vida, apenas isso.

Lembrando que já apresentamos a banda à vocês. Em março, no Lolapalooza fizemos uma brincadeira com o público e mostramos o som deles para a galera. Relembre aqui.

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