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Dica para ver no Netflix: documentário sobre “cabelo bom” chamado “Good Hair”!

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Seria legal se muita gente na internet conferisse “Good Hair” no Netflix. Ficou claro que toda uma galerinha precisa aprender sobre racismo, aprender que não existe algo como cabelo bom ou cabelo ruim, que cabelo é cabelo e ponto.

Sim, seria legal se o Caíque Gama, do Fly, desse uma olhada também. Não só ele, mas também os amigos e os fãs que o defendem e tentam dizer que não foi nada racista o que ele disse sobre trança ser a solução para “cabelo ruim”. Seria legal se a redação da Atrevida também visse.

O documentário é divertidíssimo porque é apresentado por um dos maiores comediantes dos EUA, o Chris Rock. Uma das filhas dele veio perguntar por que ela não tinha cabelo bom e aquilo partiu o coração dele. Mesmo ele dizendo para as filhas, todos os dias, que elas eram lindas…

Durante todo o filme, ele questiona o porquê de todo mundo querer “domar” um cabelo crespo, mas sem julgamento algum (afinal, todo mundo faz o que bem entende com o cabelo).

O documentário tem depoimentos de vários artistas negros famosos falando sobre aplique, alisamento, etc. Uma das participações especiais e maravilhosas no documentário é da poeta, pensadora e escritora Maya Angelou.

Uma das coisas que Maya Angelou fala no documentário:

“Eu diria que o cabelo é a glória de uma mulher e que você compartilha dessa glória com sua família. Eles veem você fazendo tranças, veem você o lavando. Mas [cabelo] não é algo bom ou ruim. É cabelo”.

Clique aqui para ver o doc no Netflix

Nós já falamos desse documentário várias vezes no podcast “Um Milkshake Chamado Wanda”, mas agora vale trazer o assunto de volta.

Seria legal acordar e entender que essas expressões não são aceitáveis e que estão diretamente relacionadas ao racismo. Muita gente ainda usa na ingenuidade e não tem noção que esse tipo de expressão só ajuda a disseminar ainda mais a besteira que a gente ouve há décadas.

Acho errado crucificar quem não entende o erro. Afinal, todo mundo erra. Eu, você, o vizinho, o amigo. Não precisamos ficar no linchamento na internet. O que a gente precisa fazer é ensinar, tentar explicar. Aproveitar o momento para pensar no assunto e aprender. Não vamos continuar racistas como os nossos pais, tios, avós… Nossa geração precisa ser melhor. :)

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