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Tiago Iorc fala do novo álbum, “Troco Likes”: “Uma observação sobre essa necessidade de ser visto, de ser gostado”

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Os fãs estão empolgados. Começa hoje uma nova fase na carreira musical do cantor brasileiro Tiago Iorc. O novo CD, “Troco Likes”, está, em sua maioria, repleto de músicas em português, um fato inédito na trajetória do artista, que compôs em inglês desde que surgiu no cenário musical, em 2008.

“Troco Likes” é o quarto álbum de estúdio do Tiago Iorc. O músico “meio brasiliense-meio curitibano” começou sete anos atrás com o álbum “Let Yourself In”. Em 2011, lançou “Umbilical”, ambos em inglês. Então ele veio com “Zeski”, dois anos depois, e fez ainda mais sucesso no Brasil com “Música Inédita“, “Forasteiro” e “Um Dia Após o Outro“.

Neste ano, Tiago cantou a abertura da novela “Sete Vidas” e lançou uma compilação de suas faixas que estiveram na televisão. Com carreira nacional consolidada, ele deixa um pouquinho a sua fama no exterior e foca num álbum todo em português.

O Papelpop bateu um papo com o cantor para falar não só do novo álbum, mas também da influência da namorada Isabelle Drummond nisso tudo, o assédios das fãs e até sobre “House of Cards”.

Primeiro, cata o álbum novo lançado hoje. Tá lindão! Dá uma ouvida enquanto lê a nossa entrevista:

Papelpop: Ouvi o Troco Likes e amei. Quero saber de onde veio a ideia e se o próximo se chamará Manda Nudes?

Tiago Iorc: *Risos* Tudo começou meio como uma piada com o Felipe, meu empresário. Estávamos trocando umas ideias e falei ‘Pô, o álbum poderia se chamar Troco Likes’. Na época moda as pessoas falarem isso na internet e algumas músicas falavam um pouco sobre o tema. Então no começo achamos isso engraçado, mas depois sentimos que poderia haver um motivo mais curioso, que atingisse as pessoas que ouvissem o disco, que causasse uma reação de estranhamento ou graça.

E isso é o caso da música “Sol Que Me Faltava”, né? Que brinca com um viral de internet e fala sobre todo mundo estar conectado demais sem curtir um pouco de sol…

Sim! Depois que abraçamos o tema, começamos a direcionar mais as músicas para esse intuito. No começo parecia mais ser uma coisa de observação social, aí acabou tomando um outro rumo no meio do processo, o próprio tema foi se revelando pra mim de outras formas. Essa coisa da vivência, da experiência de fazer as músicas… Eu fui descobrindo muito sobre o disco enquanto fazia ele. Então quando percebi, o “Troco Likes” passou a ser uma observação sobre essa necessidade de ser visto, de ser gostado, de ter essa troca. Não só no âmbito da internet mas no âmbito social. Virou uma imersão sobre o assunto, observei coisas que aconteciam ao meu redor e acabou se tornando algo bem pessoal também.

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Pela primeira vez é um álbum com mais músicas nacionais do que em inglês. Isso é mais porque você sente a sua carreira consolidada em território nacional?

Isso, mas senti também que as músicas do Zeski em português me deixaram mais próximo do público brasileiro. Quero continuar fazendo o que gosto mas cada vez mais me aproximar do público, principalmente no palco. Existiu essa vontade de fazer algo que as pessoas possam cantar, que entendam de forma mais direta. Achei que foi super válido porque me cutucou mais para trabalhar composições em português.

Então nos anos anteriores você sentia que era mais fácil fazer música em inglês?

Escrevia mais em inglês porque era a língua que eu tinha mais domínio. Eu me sentia mais capaz de compor dessa forma. Era o caminho mais óbvio, as melodias vinham e eu já pensava no som das palavras… Hoje percebi que na verdade era só uma questão de dedicação para encontrar sonoridade e harmonia na língua portuguesa. Nesse processo de fazer música em português acabei tomando gosto pelos sons das palavras, foi bem bonito de conseguir fazer a minha música de outra forma.

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Foto compartilhada no Instagram do Tiago Iorc.

Tem muita música romântica no álbum e a gente não pode deixar de perguntar. Tem influência da Isabelle Drummond nisso tudo? Vocês vivem demonstrando amor nas redes sociais e estamos adorando isso tudo!

Tudo o que estou vivendo tem influência do que estou fazendo. A presença dela mudou muito a minha vida, não só na música. Então é óbvio que acabo falando sobre isso, ainda mais porque quero ser cada vez mais transparente nas minhas músicas. Quero falar as minhas vontades, o que estou sentindo, tudo aquilo que considero ser bonito de passar para as pessoas.

Qual das músicas é a mais especial pra você?

Tenho um carinho grande com todas as músicas. Há muitas parcerias bonitas nesse disco. A primeira música, “Alexandria”, foi uma surpresa pra mim. No ano passado eu conheci o Humberto Gessinger, do Engenheiros do Havaí ,e ele sempre foi um cara que admirei muito. Então mandei um e-mail a ele dizendo que estava começando um disco e buscando temas que tinham a ver com a nossa sociedade virtual. Inclusive na mensagem disse que gostaria de saber qual o ponto de vista dele, porque ele normalmente tem opiniões que me agradam, que me cutucam. Então ele me mandou o esboço de um texto que ele havia feito e então trabalhei nisso, fiz a música e ele adorou. Esse é um dos exemplos de admirar de perto um artista que adoro e trabalhar com ele.

Esse já é o seu quarto trabalho e ainda temos aquela sensação íntima de voz e violão que você sempre faz e todo mundo gosta. Parece que há uma sessão sua acontecendo na nossa casa. É essa energia que te deixa a fim de fazer música?

Eu adoro fazer essa produção de um disco que envolve outros sons e outros pessoas. Tem uma coisa muito visceral que é quando sento, toco violão e canto que é muito particular do que eu gosto de fazer. É diferente. Por mais que eu consiga conhecer artistas que eu tenha afinidade, eu toco e canto desde os oito anos. Esses vinte e um anos fazendo isso tem uma diferença imensa na forma como faço música. É tudo bem amarrado, tudo vem muito de dentro de mim. O que faço no violão junto com a voz… Talvez seja isso que as pessoas percebem e talvez seja isso que me dá prazer. Fazer isso em casa e passar essa sensação pura, sem nenhum viés…

E com Troco Likes você já começa uma turnê com 50 shows marcados! É muita responsa! O que essa nova onda de shows promete?

A minha ideia é que eu cante bastante as novas e colocar as antigas que a galera quer. Vai ser mais em português por conta também do disco ser assim. Teremos alguns ensaios então está sendo novidade até pra mim! Sempre vou fechando o formato do show enquanto a turnê acontece. Parece até que o show só fica redondinho quando a turnê termina (Risos). E é ao vivo, é uma troca com o público né? As pessoas gostam de fazer suas surpresas. Eu gosto de dar um direcionamento ao show mas sempre deixar um espaço para o momento único com quem está me vendo na hora.

A gente vê nos comentários em nosso site e nas redes sociais que os fãs e as fãs te acham muito bonito! A minha pergunta pode parecer um pouco idiota, mas quero saber no que isso te ajuda e no que isso te atrapalha? Ou se não faz diferença alguma para você?

Qualquer tipo de vínculo que criem eu acho interessante. Falando de uma forma geral, nas relações entre pessoas tem tantas coisas que nos atraem ou que nos tornam interessante… Antes eu ficava meio desconcertado com os fãs me elogiando no palco porque no início eu ficava mais preocupado em minha música ser ouvida. Não queria nada além disso. Mas aí conforme o tempo de estrada foi passando e isso acabou fazendo parte! Se me ver e me ouvir agrada as pessoas eu tenho que abraçar!

O que entendemos é que agora o Tiago Iorc está pronto pra ser galã, é isso?

Vambora! (Risos)

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Foto compartilhada no Instagram do Tiago Iorc.

Queremos saber do novo look… Há algum motivo por trás da nova cabeleira? 

Não estou a fim de cortar não! (Risos). Está acontecendo essa coisa no meu cabelo que a cada vez que ele cresce parece que ele fica meio sem rumo, eu gostei disso. Estou mais desprendido e então simplesmente estou deixando crescer. No fundo deve ter algo da minha adolescência que deixei o cabelo crescer e ficava brincando de tocar guitarra. Sei lá! Não consigo explicar! (Risos) Vou deixar crescendo e ver o que acontece…

Quais artistas você tem ouvido nos últimos tempos?

O último disco que ouvi e gostei muito foi o “Morning Phase” do Beck. Me lembra muito o que Radiohead foi há um tempo, que parece ser bem estranho na primeira impressão. Mas quando entra no universo, é bem enriquecedor. Tem algo na construção da música que é fabuloso. Eu não conhecia muito bem, mas quando ouvi fiquei encantado. Foi o último disco que realmente adorei e ouvi todas as músicas. Eu também gosto muito de ouvir o Bruno Mars. Acho que ele um cara fabuloso como artista pop, concentra bastante algo que gosto. Tem algo desses artistas pop meio concebidos demais, tipo Beyoncé, Katy Perry… Artistas do mainstream, eles são bons mas não me comovem. O Bruno Mars é mais humano, menos pirotecnia. Até o próprio show, acho magnífico como ele coloca os mesmos uniformes nos companheiros de palco e todo mundo tem seus passinhos, sem aquilo de ter 50 bailarinos. É só ele tirando um som, se divertindo.

E também precisamos perguntar sua série favorita. Hoje em dia isso é tão importante quanto saber o signo da pessoa!

Puts, pra mim a última série que assisti e realmente fiquei surpreendido foi “House of Cards”. Acabou com tudo o que eu sabia sobre política, construção de narrativa, de personagens… Eu conheci neste ano, conseguia ver alguns episódios enquanto estava compondo. Decidi abrir uma semana para relaxar e ver algumas coisas. Coloquei um episódio para ver como era e assisti as três temporadas em uma semana e agora tô triste porque tenho que esperar até o ano que vem! (Risos)

Curtiu? Pois o Tiago Iorc já tem uma série de shows marcados por todo o Brasil! Dá uma olhadinha se vai ter perto de você nesse link!

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