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“Gravidade” é maravilhoso; um filme desesperador, inovador e com 3D impecável

Nós já vimos um dos filmes mais esperados do ano, “Gravidade”, dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Sandra Bullock e George Clooney. Se você pensa que é um longa muito bom só por causa dos ótimos efeitos especiais, esquece.

Muito pelo contrário. A tecnologia inovadora e o 3D estão lá, são muito bons, mas eles funcionam com inteligência, servem como armas para contar a história de um dos filmes mais desesperadores, aflitivos, inovadores e legais de todos os tempos.

Sandra Bullock não é uma astronauta, tá?

Ela é a doutoura, a engenheira Ryan Stone que vai para o espaço pela primeira vez junto com o astronauta veterano Matt Kowalski (George Clooney). Todo o drama acontece quando os dois estão trabalhando no exterior de um ônibus espacial e recebem a notícia de que os destroços de um satélite russo estão vindo em alta velocidade na direção deles.

Daí para o final, você vai roer as unhas, apertar a cadeira, sentir que seu corpo está desviando de objetos e não descansar por um segundo.

Quando as centenas de pedaços de lixo espacial atingem a nave, ela é destruída e Sandra Bullock fica à deriva flutuando no espaço. Já viu, né?

Muitos closes no rosto da personagem e até uma visão do ponto de vista de dentro do capacete faz você ser ela, estar com ela e presenciar todo aquele desastre. Dá para conhecer cada detalhe do rosto de Bullock.

O trabalho do cineasta mexicano Alfonso Cuarón é tecnicamente perfeito…

O jogo de câmeras, a edição e os efeitos especiais superam em técnica e qualidade a maioria dos filmes do gênero. Não há um filme que usou o 3D melhor que “Gravidade” desde “Avatar”.

Não é à toa que o James Cameron já disse que “Gravidade” foi o melhor filme espacial que ele já viu, que o filme recebeu apenas elogios dos críticos e também é um dos favoritos do Oscar.

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Sabe outro grande destaque? O som.

Parece besteira quando eu falo isso, mas não é. Nada é gratuito ou mal utilizado em “Gravidade”. A trilha-sonora e todos os barulhos do filme funcionam como um personagem. Por exemplo: a única conexão que a Dra. Ryan tem com outras pessoas é através de um rádio. Praticamente não existem conversas no filme e por isso o som tem uma força muito poderosa na história.

A música de fundo usa sons que lembram zumbidos eletrônicos e batimentos cardíacos que ajudam a criar a tensão do filme. E quando não existe som algum e tudo fica em silêncio você percebe o quão desesperador aquilo é, o quão sozinha a engenheira está e como a situação é bizarra.

A fotografia muito bem trabalhada do filme junto com o 3D aproxima muito a plateia de todo o caos no espaço. É muito fácil se ver prendendo a respiração ou tentando se agarrar em qualquer coisa junto com a personagem. Palavrões de desespero também são extremamente compreensíveis.

Vá ver mesmo se não tiver sala em 3D disponível…

O compositor da trilha-sonora é Steven Price, que já trabalhou no departamento musical de “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” e “Batman Begins”. Já os efeitos visuais de “Gravidade” ficaram a cargo de Tim Webber, o mesmo de “Avatar”, “Onde Vivem os Monstros” e “Batman: Cavaleiro das Trevas” (pelo qual foi indicado ao Oscar).

Nós assistimos ao filme em uma sessão 4D, aquelas que a cadeira treme, joga fumaça na sala e etc. Foi uma experiência legal, pois o movimento da cadeira acompanha o das câmeras e ajuda a entrar no filme, mas para este tipo de filme, que é bom, que você fica tenso de verdade toda aquela pirotecnia dessas salas especiais atrapalhava um pouco e era totalmente descartável.

O que a gente sugere? Pela primeira vez falamos isso desde “Avatar”: vá ver em 3D. Se for numa sala IMAX 3D, então, fica melhor ainda. São poucas as salas em 3D na sua cidade? Vá ver mesmo assim porque não dá para perder um filme como este.

“Gravidade” é sensacional! O filme estreia no Brasil na sexta-feira (11). Veja o trailer.

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