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MDNA: tudo, tudo, tudo e tudo que rolou no primeiro show da Madonna em Israel!

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O Papelpop teve um representante no primeiro show da nova turnê de Madonna em Tel Aviv, Israel. Fernando Rodrigues, amigo do blog e fã número 1 da cantora (assim como todos nós!), acaba de contar tudo que rolou no espetáculo.

Este é o relato dele, que se emocionou, opinou, destacou os pontos altos (e até os baixos!) do show da Rainha da música pop, Madonna:

Lembram quando Madonna recentemente disse que Brasil e Israel tinham os publicos mais apaixonados? Ela tem razão. A tensão, o estresse, e a energia que o tal de amor gigante dos fãs desses dois países têm é bem parecida.

No começo, foi o maior empurra-empurra para ficar no melhor lugar da pista VIP (que era enorme). Lá da fila, já dava pra ver varios sortudos que tinham recebido o direito de assistir ao show do Golden Triangle (“PIT” – ou aquele buraco entre os palcos)!

Foi realmente bem “selvagem” pra entrar no show! Pessoas de todas as idades! De toda Europa! De todo o mundo! Dois dias antes, assisti ao ensaio pela grade e fiquei impressionado porque Madonna viu o show sentada enquanto uma dublê fez todo o show em seu lugar pra que ela visse extamente como o show seria! E todo mundo sabe o quanto ela é perfeccionista.

O performático Offer Nissim abriu o show e depois veio o simpático Martin Solveig.

Um sino é amarrado no palco. O grande show vai começar…

Tá pensando que a muvuca só rola no Brasil?

Mais fãs animados colados na grade para ver a Madonna…

Começa o show…

É a introduçao de “Act of Contrition” – comeco de “Girl Gone Wild” e da faixa homônima do álbum “Like A Prayer”. É Madonna no palco, galera, para fazer os israelenses pirarem – e nós também.

“Girl Gone Wild” explode na caixa e tudo lembra o maravilhoso vídeo da música. Os dançarinos estão de salto alto, como no clipe, e até o namoradinho dela está como o resto dos meninos (acho que era ele! Hahaha!).

Na sequência, vem “Revolver”, “Material Girl” e “Gang Bang”: aqui ela mata geral atirando em todos os bailarinos que se aproximam. Nessa hora, é a primeira vez que ela vem bem perto do palco. Ela está muito linda. Pele perfeita (ainda que eu ache que nao deveria estar tão magra :P).

Ela desfalece na ponta da passarela que a conecta com o público e começa a cantar “Papa Don’t Preach” após ser presa por dançarinos disfarçados com cabeças de animais, como se fossem membros de alguma tribo do deserto.

Após se livrar de seus algozes, é hora de “Hung Up” e ela caminha na corda bamba (“slackline”). As projeções são mesmo um show à parte, e enquanto ela se arrisca ao caminhar na corda, parece que ela e os bailarinos estão caminhando sobre chamas gigantes que aparecem nos telões.

De volta à ponta da passarela, ela inicia “I Dont Give A”. Nesse momento, eu a senti um pouco cansada, mas, de repente, surge Nicki Minaj numa projeção sensacional. Quando ela canta “There’s Only One Queen…”, a galera vai à loucura.

De “I Don’t Give A”, ela vai para “Heartbeat” e “Best Friend”. Ela troca de roupa e surge para o bloco que eu carinhosamente chamei de “Paquita”. A apresentacao de “Express Yourself” é ótima…

A polêmica com Lady GaGa

Mas aí chega a hora da tão esperada polêmica: ela canta “Born This Way” de Lady Gaga e emenda com “She’s Not Me”. Pode falar? Geral cantou “Born This Way” e gritou muito na hora de “She’s Not Me”.

Então começa a melhor parte pra mim desse bloco: “Give Me all Your Luvin'” é homérica! Coreografia sensacional!

Soldadinhos flutando no teto do palco, cheeleaders em todos os cantos… Ela transportou toda a magia da sua apresentação no Superbowl pra esse número! Na sequência, um mix de músicas e fases da carreira dela surgem no background como se ela quisesse dizer que “se você quiser, ela tem tudo pra oferecer em sua vasta e longeva carreira e discografia”.

É hora da minha primeira e talvez unica decepção do show: “Turn Up The Radio”. Essa música é ótima no CD, mas Madonna a mostra sem a energia do álbum. É parada com uma guitarra – e ela ainda desafina bastante nessa hora. Uma pena.

Do único momento “mais ou menos” pra um dos mais bonitos pra mim: o trio basco Kalakan é apresentado! Ela canta “Open Your Heart” quase acusticamente! É lindo de se ver e ouvir. Ela parecia muito feliz com o resultado.

De repente, ela abaixa o microfone pra galera cantar com ela, quando um fã canta: “open you heart I’ll make you love me”, e ela, toda risonha, responde que o ama também.

O namorado dela passa boa parte do show dançando perto da patroa! Depois da bela apresentação com Kalakan, ela conversa bastante com a plateia e agradece Tel Aviv por recebê-la. Ela então começa um belíssimo discurso e explica o quão importante é pra ela estar ali e por que ela quis começar a turnê em Israel.

Uma das razões é por que ela gostaria que todos os conflitos entre israelenses e palestinos acabassem. “Vocês não podem ser meus fãs se não quiserem a paz mundial”, disse a cantora.

O empresário Guy Oseari escolhendo a galera pra ficar perto do palco…

“Nós somos todos filhos do universo. Não importa se gays, héteros, judeus, muçulmanos, budistas, negros, asiáticos. Nós sangramos todos da mesmo cor e nós nascemos para amar e ser amados”, dizia Madonna no palco.

“Sei que é fácil vir aqui e pedir a paz mundial, mas deveríamos esquecer títulos, países e religião e tratar todos os seres humanos com dignidade e respeito. Sem isso jamais teremos paz. Comecem hoje. Vocês são o futuro! Nós somos o futuro!”, falou.

Nessa hora, várias pessoas gritaram o suposto nome dela judeu: “Ester”. A rainha judia da Pérsia! Ela então canta “Masterpiece”. Belo vocal, mais uma vez com o trio Kalakan. Termina o bloco e mais um background espetacular, dessa vez com “Justify My Love” como tema.

Começa o novo bloco (que mistura feminino e masculino) com “Vogue”!

Ela está linda demais! Melhor figurino do show! Feminino e masculino se misturam nas roupas dos bailarinos. A coreografia é como a do Superbowl. Sensacional.

Ela volta pro fundo do palco e começa o bordeu da Madonna: ela finge que pega uma das dancarinas e começa a sua “casa da luz vermelha” com uma versão quase irreconhecível de “Candyshop”. Aqui, rola muito “popping” e “breaking”, com pitadas de “Erotica” tocando. Ela comeca uma dança super sensual com o namorado (um dos seus dançarinos, Brahin Zaibat) e as coisas esquentam entre os dois! Momento hot, hot, hot!

Ela emenda “Erotica” com “Human Nature”. Pra quem é fã sabe o quanto isso faz sentido! Vários espelhos surgem no palco enquanto ela canta e comeca um striptease de leve. Galera pira quando fica ela só de sutiã mostrando sua excelente forma (tá, eu sei, talvez um pouco magra demais) e os dizeres “No Fear”…

Pequena pausa para se iniciar o ponto mais alto do show: uma impressionante versão de “Like A Virgin”, também meio acústica e com um cara tocando piano. Muitos choraram neste que foi o melhor vocal do show, com a galera cantando junto. É de arrepiar!

Todos querem ouvir a voz dela e tentar entender em que parte da música estão as maiores diferenças da versão original. Prevejo muita gente chorando ao ouvir essa versão! É muito tocante a performance!

“Like A Virgin” segue e um dos bailarinos surge e coloca um espartilho nela. Ele segura as cordas do espartilho. Resultado? Ela fica com cintura de Thalia em segundos! É meio chocante a forma como ele apertou o espartilho! Hahaha! Fim da performance de “Like A Virgin”: ela é ovacionada!

Começa o último bloco…

Madonna aparece cantando “I’m Addicted”, vestida de “gladiadora/Star Wars/Princesa Xuxa e Os Trapalhões”.

É sério, gente! Hahaha! Desculpem chamar assim, mas a roupa parece muito com a roupa dos soldados da turma do mal do filme “A Princesa Xuxa e Os Trapalhões”.

Será que Madonna está obcecada pela Xuxa? Primeiro veio a paquita e depois essa roupa cinematográfica! Vou chamar de “Star Wars” meets “Princesa Xuxa e os Trapalhões!”. Mas a música, ah sim, a música ficou ótima!

Cenas da Índia no fundo e tudo fica meio “Bollywood” com “I Am A Sinner”! Ela está no topo de um trem que vaga por toda Índia. O grupo Kalakan volta ao palco e canta mais musica étnica misturada com um mantra indiano.

Nesse momento, as backing vocals aparecem no palco pela primeira vez e todos cantam juntos “Like A Prayer”. Mais uma vez, geral delira! Bailarianos surgem vestidos de coro evangélico e a supresa fica por conta da presença do filho dela, Rocco, no palco, como um dos membros do coro!

Posso confessar? Eu chorei mesmo! Todos choraram! Rocco parecia super orgulhoso da mãe. Ele cantava o refrão e dançava super empolgado! Todos cantam em uníssono!

Os nomes de Deus segundo a Cabala surgem em hebraico no fundo do palco e o sino, aquele do início, aparece novamente. Madonna volta para conquistar de vez a galera com “Celebration”.

É delírio geral! Comoção mundial! Aquela cena que vazou do ensaio em que os dançarinos tapam o rosto dela com as mãos é dessa coreografia! Rocco no palco de novo. Todos estão extasiados, Madonna está extasiada e orgulhosa do show que fez.

A Rainha, então, desaparece na escuridão. É o fim de um show incrível.

Pontos altos:

– Figurinos Jean Paul Gaultier; o cone está de volta!
– “Girl Gone Wild”, “Open Your Heart”, “Give me All Your Luvin'”, “Like A Virgin” e “Like a Prayer”;
– O Rocco; <3
– O grupo Kalakan;
– As projecões sensacionais!

Pontos baixos:

– “Turn Up the Radio”;
– Figurinos da Ariane Philips =/
– Ela não ter cantado “Love Spent”! :O

Shalom, leitores do Papelpop, direto de Tel Aviv!

abraços,

@Ferciccone!

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