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“MDNA”: o que achamos de cada música do novo álbum dançante, sombrio e adolescente da Madonna!

MAIS SOBRE:

Já vazou, já chegou, já veio ao mundo da internet o novo álbum da rainha do pop.

Finalmente tivemos a chance de ouvir todas as faixas de “MDNA” inteirinhas e já temos opinião sobre cada uma delas e um parecer final sobre o novo trabalho da Madonna.

Lá vamos!

1) “Girl Gone Wild”: um belo jeito de começar o CD. Uma música com refrão que gruda e com um título que diz bastante sobre a personalidade do álbum: uma adolescente surtando, cheia de desejo e ódio, mas tentando celebrar a vida na pista de dança mesmo assim.

2) “Gang Bang”: uma das melhores e mais e espertas faixas de MDNA e uma das mais originais já criadas por Madonna. O discurso direto e agressivo faz lembrar a fase de “Erotica”.

3) “I’m Addicted”: cheia de ritmo, intensa, mas com beats totalmente datados. Tinha tudo para ser um dance cheio de classe, mas não dá pra ficar “addicted” quando aparecem aqueles sintetizadores ja usados anos atrás até atingir a exaustão pela mesma dupla que produz a faixa: A. Benassi e B. Benassi.

4) “Some Girls”: gosto do bass, da voz escondida da Madonna lá no fundo das batidas e da sinceridade bem bitchy da letra, mas é só.

5) “‘I Don’t Give A”: mais uma ótima música de “MDNA”. Uma das melhores do CD junto com “Gang Bang” e “Turn Up the Radio”. Nicki Minaj sussurra no final: “There’s only one queen and that’s Madonna, bitch”. Tá certa. Ainda mais nesta faixa de letra libertária e inteligente. É uma das músicas mais competentes e funky do álbum. Aqui o Solveig consegue ser ele mesmo. Ufa!

6) “Turn Up the Radio”: cara, tipo assim, isso é hino pop clássico da Madonna! É nesta faixa que o tal DNA da rainha do pop pulsa forte. Música fácil, alegre, escapista, deliciosa e com a competência de Martin Solveig na produção. Uma das melhores do álbum. Fun até a última potência.

7) “Give me All Your Luving”: alguém ainda não ouviu essa? Deixa eu pular, mas antes vale dizer que é uma música animada e bem legal, mas que tinha tudo pra ser melhor se deixassem Solveig produzir com liberdade o dance funky que o fez tão famoso. Aqui ele se parece demais com Orbit. Solveig fazendo cosplay de Orbit não é uma jogada boa.

8) “B-Day Song”: a letra pode ser a coisa mais boba do mundo, mas a faixa é legal, por incrível que pareça.

9) “Superstar”: Classic Madonna! Uma música alegre e carinhosa. A cantora está apaixonada (pelo namoradinho dançarino), o chama de superstar e ainda diz que ele pode ter a senha do celular dela. Hahaha!

10) “I’m a Sinner”: Orbit pegou um pouquinho de “Shanti”, misturou com “Beautiful Stranger”, jogou uma pitada do solo de guitarra de “Ray of Light” e pronto!, criou “I’m a Sinner”. Meio marmelada. O que alivia: o vocal mais cru da Madonna.

11) “Masterpiece”: balada linda produzida por William Orbit.

12) “Falling Free”: Nem parece uma faixa de “MDNA”. Uma balada cheia de classe com violinos e pianos certeiros produzida por Orbit.

13) “Love Spent”: outra jóia de “MDNA”. A letra é sensacional e a mistura de ritmos e instrumentos, apesar de confusa, acaba tendo uma unidade boa no final. No refrão: “Hold me like your money, tell me that you want me, spend your love on me”.

14) “I Fucked Up”: Opa! Se em “Gang Bang” Madonna mata o ex-marido com um tiro na testa, aqui ela canta um balada e se desculpa com Guy Ritchie, diz que ninguém faz uma cagada tão bem quanto ela, que foi ela quem estragou tudo e que até voltaria pra ele. “Or not”.

15) “Beautiful Killer”: não é à toa que é uma faixa bônus da versão deluxe. Serve mesmo pra encher linguiça. Trata-se de uma homenagem de Madonna para Alain Delon. A letra é interessante. E só.

O que falar de “MDNA”?

É um álbum alegre, mas ao mesmo tempo sombrio. É escapista, mas também é extramente reflexivo e cheio de verdades. Parece mesmo álbum de uma “girl gone wild”, uma adolescente atrapalhada que perdeu um grande amor e agora não sabe muito bem se vai refletir e sofrer por causa disso ou simplesmente esquecer tudo e ir dançar.

De um lado, temos as produções “frias” e maduras de Orbit e, de outro, as músicas dançantes e “jovens” de Solveig e Benassi.

“MDNA” é como se a introspecção, a experiência e a maturidade de “Ray of Light” quisessem encontrar a garota feliz, dançante e cheia de classe de “Confessions on a Dancefloor”. O resultado é um álbum com uma identidade não muito bem definida, mas ao mesmo tempo repleto de ótimas músicas pop que só mesmo alguém com DNA de Madonna consegue fazer.

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