Menu Papel POP

Wagner Moura se irrita com “Pânico” e aproveita para analisar a profissão dos paparazzi, o jornalismo e a mediocridade humana

MAIS SOBRE:

wagner.jpg

Opa! Mexeram com o Capitão Nascimento. Eu adoro quando atores ou apresentadores escrevem cartas indignadas e elas são publicadas nos jornais.

Depois de Luciano Huck reclamando justamente do assalto que ele sofreu em São Paulo, chegou a ver de Wagner Moura reclamar (também justamente) duma brincadeira sem graça feita pelo pessoal do “Pânico na TV” (mais especificamente no quadro “Silveira e Silveirinha”).

Mas vamos combinar que ele exagerou um pouquinho e podia ter só criticado a qualidade do programa em questão? Vamos ler as melhores partes:

“Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.”

Concordamos, Wagner. A coisa tá feia faz tempo. Tipo há 20, 30, 40 anos, a coisa também estava feia. Não piorou só agora que tacaram meleca (ou gel) no seu cabelo não. Estamos tentando combater essa coisa feia faz um bom tempo.

“Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho?”

Vamos por partes, Wagner. Basicamente, todo mundo que nasceu teve pai e mãe. Para trazer uma criança ao mundo, é necessário a relação entre um homem e uma mulher. Então, os paparazzi tiveram pai e mãe sim. Inclusive aqueles da Princesa Diana. A única controvérsia é se eles foram ou não os responsáveis pela morte dela. Será que foi assim mesmo?

Você também pergunta se isso é jornalismo. É sim, infelizmente. É fotojornalismo de celebridades. Você também contesta se dá pra ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho. Dá sim, Wagner. Também dá para ter respeito por advogados, por médicos, por aqueles que recolhem o lixo das nossas casas, que limpam o vaso em que a gente caga, que são figurantes de “Caminhos do Coração” e por aí vai…

“Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção.”

Ainda bem que existe gente que se preocupa com o aquecimento global, com os grandes latifúndios, com a prostituição infantil, etc. E ainda bem que o mundo não é só feito por gente assim. Já imaginou a chatice? Aliás, Wagner, eu acredito que esses caras também têm o seu valor assim como os paparazzi. Tem gente que acha que o que eles fazem, assim como os fotógrafos e apresentadores de tevê, não é profissão. No final, alguns até viram políticos. Temos que mudar isso.

Leia:
‘Meleca no ator’ – leia o artigo indignado de Wagner Moura após ‘cagada’ de repórter
Quadro do ‘Pânico’ sai do ar por causa de brincadeira com Wagner Moura

Comentários

Topo