Menu Papel POP

Kesha, sobre Here Comes the Change (e a vida de artista): “se não fizermos ouvir a nossa voz, as coisas só vão piorar”

MAIS SOBRE:

Em um artigo publicado no Refinery29, Kesha escreveu sobre uma das mensagens de Here Comes the Change, seu último single. Em resumo? “Um voto pode mudar tudo”.

“Eu sei que muitas pessoas da minha geração são cínicas em relação a política — e eu não culpo ninguém por esse cinismo” começa Kesha, que continua falando dos EUA, mas parecendo ser sobre um outro país que conhecemos muito bem. “A situação atual em nosso país, onde todos os dias as notícias trazem mais um ataque aos direitos civis das pessoas marginalizadas, e onde a polarização política tornou difícil até mesmo ter conversas sobre esses problemas, é o suficiente para fazer qualquer um querer lavar mãos de todo o processo. Mas o principal a lembrar é o seguinte: se não participarmos, se não fizermos ouvir a nossa voz, as coisas só vão piorar. Para criar a mudança duradoura que queremos, temos que nos envolver e, acima de tudo, temos que votar”.

A música, escrita especialmente para o filme On The Basis Of Sex, cinebiografia da juíza (ainda em atividade) Ruth Bader Ginsburg, despertou algumas coisas dentro de Kesha. “Pra mim, uma composição é um processo tão pessoal e quase sempre é inspirado por coisas que experimentei na minha vida. A ideia de escrever sobre a vida de outra pessoa, e essa pessoa sendo Ruth Bader Ginsburg, era assustadora. Como minha voz poderia importar nesse contexto?” questionou a cantora.

“Mas, depois de ver o filme, fiquei inspirada. Foi incrível ver a história de Ginsburg de liderar uma campanha que mudou com sucesso as leis que discriminavam os americanos puramente com base em seu sexo”, continuou Kesha. “Assistindo ao filme eu fiquei impressionanda com tudo o que ela conseguiu conquistar na sua vida, e ao mesmo tempo, o quanto ainda é necessário na luta por igualdade para todas as pessoas. Isso me lembrou — e reforçou — minha convicção de que qualquer pessoa pode fazer uma mudança definitiva, começando com uma pequena ação. Eu queria fazer o que eu pudesse pra homenagear Ginsburg, que passou a vida inteira lutando incansavelmente por igualdade, sem sinais de diminuir o ritmo. Eu queria fazer minha voz ser ouvida, também”.

Com a minha plataforma como cantora, uma das melhores maneiras de fazer isso é através da música. Eu pensei em como o meu ídolo Bob Dylan foi contundente em suas canções durante o movimento pelos direitos civis e na Guerra do Vietnã (…). E então eu queria tentar escrever palavras que ajudassem a inspirar os outros a se unirem contra o ódio e a divisão da mesma forma que Dylan fez.

O artigo continua, explicando versos e frases, além do lyric video. Mas, por esses trechos, dá pra ver que tem MUITA gente que ainda não entendeu qual é o seu poder — e, como diria o Tio Ben, responsabilidade — sendo artista.

Comentários

Topo