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A polêmica do livro SEX da Madonna e o conservadorismo na época (+18)

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Mais uma matéria especial aqui no #Madonna60 falando dos momentos mais marcantes e históricos da carreira da rainha do pop. E hoje nós vamos falar do livro SEX, que fez polêmica em 1992 e que hoje é o item mais desejado por todo colecionador.

Antes de mais nada, vale lembrar que estamos avisando no título que o conteúdo é para maiores de 18 anos e voltamos a lembrar aqui também, ok? Tem nudez e, para algumas pessoas, pornografia.

Com fotos clicadas por Steven Meisel (foto acima), Madonna incorporou uma personagem sadomasoquista chamada Dita Parlo em cenários de fantasias sexuais em que participavam a atriz Isabella Rossellini, os rappers Big Daddy Kane e Vanilla Ice, a modelo Naomi Campbell, o ator pornô gay Joey Stefano e outros convidados.

No final da década de 1980, no auge da epidemia de AIDS, Madonna foi uma das poucas vozes em nome da prevenção. Em uma época que camisinha ainda não era popular, que não existia Prep, e que os tratamentos para o vírus HIV ainda não eram tão bons, Madonna saiu em defesa dos gays.

Eles eram equivocadamente associados como vítimas exclusivas da doença e ela fazia questão de falar que isso não era verdade. Nos shows da turnê Blond Ambition, ela tinha dançarinos que eram soropositivos, falava sempre sobre camisinha no palco e, no álbum Like A Prayer, vinha até um encarte com fatos sobre a doença – e isso incluía dizer que heterossexuais não estavam imunes.

Encarte do disco Like A Prayer

O período que se seguiu foi de medo do sexo na sociedade, especialmente nos EUA.

E o livro SEX, junto do álbum Erotica, foi uma rebelião exatamente contra isso em 1992. Sexo não é ruim, sexo não é sujo, sexo não deve ser proibido –  a questão era apenas se proteger!

O clipe de Erotica, inclusive, traz os bastidores das sessões fotográficas para o livro, dando uma ideia do conteúdo. Na época, as fotos foram tratadas pela crítica como pornografia de baixa qualidade, mas hoje as imagens são consideradas arte.

Madonna colocou a fantasia sexual do ponto de vista feminino no centro, algo que ninguém tinha feito antes e muito menos de maneira tão mainstream. Tirou fotos em clubes de sadomasoquismo, saunas gays e também em ambientes externos, como piscinas e praias. O resultado é lindo e muito sexy!

O livro custava 50 dólares à época do lançamento, mas por ser uma edição limitada o item ficou raro e hoje em dia é difícil achar um para comprar – e quando você acha, precisará desembolsar muuuuito mais grana que isso.

Sorte nossa que a gente tem um exemplar aqui no Papelpop e fizemos um vídeo folheando as páginas para você ter uma ideia de como era.

Mas ó: só dê play se você tiver mais que 18 anos, beleza?

Apesar do status de hoje, o livro foi muito criticado quando saiu. Além de protestos contra a cantora e o lançamento em si (sob o argumento de ser puramente pornográfico), teve gente que se organizou até contra as gráficas (religiosos americanos não queriam que suas Bíblias fossem impressas nas mesmas impressoras que faziam o SEX)!

E a polêmica não ficou só nos EUA. O Vaticano pediu que seus fieis boicotassem o lançamento e as autoridades indianas disseram que o livro ofendia a moral pública do país. Eles até falaram que a obra seria apreendida se alguém tentasse entrar no país com ela, por conta de uma lei proibindo literatura indecente!

Algumas revistas sobre o livro SEX

Perguntada sobre tudo isso, Madonna disse na época: “Eu não acho que o sexo seja ruim. Eu não acho que a nudez seja ruim. Eu não acho que estar em contato com sua sexualidade e ser capaz de falar sobre isso seja ruim. Acho que o problema é que todos ficam tão tensos sobre isso que transformam esse assunto em uma coisa ruim, quando não é. Se as pessoas pudessem falar livremente, teríamos mais pessoas praticando sexo seguro e menos pessoas sendo abusadas sexualmente.”

Tem mais. Antes da gente ir embora, olha esse VRAH no jornalista que ficou julgando o sex book da Madonna:

Calma que tem mais sobre essa época. Esse vocês vão amar porque é a festa de lançamento do livro:

Rainha, né, mores?

[colaborou: Gabriel Cadete]

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