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Justiça russa pede prisão de membros do Pussy Riot após protesto na final da Copa

A final da Copa do Mundo não foi lá muito satisfatória para todo mundo. O governo russo anunciou que solicitou ainda na manhã desta segunda-feira (16) a prisão imediata das meninas do grupo feminista Pussy Riot.

Durante a partida França e Croácia, responsável por definir o grande campeão do mundial, três integrantes da banda entraram no gramado e sem demonstrar qualquer reação agressiva, cumprimentaram os jogadores em campo.

Veronica “Nika” Nikulshina, Olga Kurachyova, e Pyotr Verzilov, vestiam uniformes de polícia durante o ato e criticavam a ação das autoridades civis no país. Elas reivindicavam o fim das prisões ilegais em protestos, a permissão da competição política no país, a liberdade de expressão e para presos políticos.

Nika e Pyotr, cada um, foram condenados a 15 dias de prisão administrativa – o que significa que eles devem ficar em uma cela especial. Nika, por meio das redes sociais, disse que ela e Verzilov estão estritamente proibidos de frequentar eventos esportivos em um raio de três anos. Olga Pakhtusova ainda aguarda a sentença.

O Pussy Riot, para quem não conhece, é um dos grupos ativistas russos mais ativos no país, marcado por uma série de posturas rígidas em relação à liberdade de expressão.

Mais famosas pelos atos que promovem do que pelas músicas em si, outras duas integrantes da banda foram presas em 2012 por “vandalismo” e “incitação ao ódio religioso”.

No episódio, elas haviam criado uma espécie de oração punk e a cantaram em uma catedral da capital russa. A prisão comoveu uma série de artistas, inclusive a Madonna.

Durante sua passagem por Moscou com a então “MDNA Tour”, a cantora discursou em favor do grupo. A gente espera que tudo fique bem.

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