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Silva arrasa (na música e nossos corações) mais uma vez, com “Brasileiro”

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Depois de bastante tempo promovendo o disco de versões da Marisa Monte, o cantor capixaba Silva lançou na última sexta (25) seu novo álbum, “Brasileiro”.

A gente já conhecia (e estava louco com) o primeiro single desse novo disco, “A Cor É Rosa”, que tem um clipe lindo do cantor explorando a cidade de Vitória, no Espírito Santo, com cenas bem fofas:

Aliás, o lado visual desse disco tem uma estética muito poética, mostrando a beleza da realidade do cotidiano brasileiro — sem imagens em estúdios e tal, é tudo rua e sob o sol. Vida real e bela.

O som do álbum é bem mais acústico do que os trabalhos anteriores de Silva, que podiam ser considerados MPB eletrônica. Em “Brasileiro”, rola um sintetizador e um beat aqui e ali, mas a base é violão, voz e percussão. O que dá espaço para um jeito sensacional de usar a voz, não só com letras e melodia, mas pensada como um instrumento mesmo, como no fim de “Let Me Say”.

Junto com “Ela Voa” (a mais experimental), “Nada Será Mais como Era Antes” lembra os refrões dos trabalhos mais antigos do cantor, principalmente do “Vista pro Mar”. Que efeito gostoso e imersivo na voz. Um trecho em especial na letra é muito especial: “É melhor me abraçar que dar tiro.” <3

As letras, aliás, são bem descritivas, mas poéticas ainda assim. Dando pra sentir algumas críticas sociais de levinho, inclusive à tendência que a gente tem a não enxergar os lados positivos do País. Nos tempos que a gente tem vivido, é incrível poder fortalecer nossa cultura e enaltecer nossos pontos positivos, afinal aqui é nosso lar. Silva faz isso muito bem na faixa “Brasil, Brasil”.

Ah, A TÃO FALADA MÚSICA COM A ANITTA: Se você gostou de “Will I See You”, você vai AMAR “Fica Tudo Bem”. O arranjo de sopros é uma coisa linda. A canção dá uma… calma tão gostosa.

As faixas instrumentais são uma delícia. Tudo traz um calorzinho no coração, uma sensação de lar. Um disco deliciosamente imersivo.

“Brasileiro” tem vocais que soam crus e puros, elaborados em camadas muito bem mixadas de harmonia. É mais rítmico. Mais instrumental. Mais Brasil. É lindo ver quando a proposta conceitual, visual e sonora são coerentes. Você arrasou mais uma vez, Silva! Na música e nossos corações, rs.

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