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Com Taylor Swift, TIME elege movimento contra assédio como Personalidade do Ano

A revista TIME sempre elege a Personalidade do Ano e em 2017 rolou uma escolha diferente: a Personalidade do Ano é o movimento de mulheres que não se calaram diante dos assédios e abusos sexuais.

Cinco mulheres estampam a capa – Ashley Judd, Taylor Swift, Susan Fowler, Adama Iwu e Isabel Pascual. Ashley foi a primeira atriz a denunciar o produtor Harvey Weinstein no The New York Times, enquanto Taylor foi processada por um radialista que a tocou inapropriadamente e venceu o caso. Susan era engenheira do Uber e denunciou seu chefe por assédio e fez com que outros funcionários da empresa fizessem o mesmo até ele ser afastado.

No processo, Taylor pediu por um valor simbólico de 1 dólar, e contou à revista que o radialista ainda não a pagou.

“Embora a conscientização sobre o assédio sexual no local de trabalho esteja mais alta do que nunca, ainda há muitas pessoas que se sentem vítimas, com medo e silenciadas por seus abusadores e circunstâncias. Quando venci o processo, o homem que me agrediu sexualmente foi ordenado pelo tribunal a me dar um valor simbólico de 1 dólar. Até hoje ele não me pagou esse dólar, e acho que esse ato de desafio é simbólico.”

Quando perguntada se ela tem conselhos aos fãs depois de passar por essa experiência, Taylor disse:

“Eu diria às pessoas que se encontram nesta situação que em casos de assédio e agressão sexual, colocam muito a culpa nas vítimas. Você poderia ser culpada pelo fato de que algo aconteceu, por denunciar isso e também culpada por como você reagiu. Você pode ser forçada a sentir que está reagindo de forma exagerada, porque a sociedade fez com que essas coisas parecessem ocasionais. Meu conselho é que você não se culpe e que não aceite a culpa que os outros tentarão colocar em você. Você não deve ser culpada por esperar 15 minutos ou 15 dias ou 15 anos para denunciar agressão ou assédio sexual, ou pelo o que acontece com uma pessoa depois que ele ou ela faz a escolha de assediar ou agredir sexualmente.”

“Estamos no meio do início deste rebuliço. Há muita coisa que ainda não sabemos sobre seu impacto final. Quão amplo será? Quão profundo no país? Haverá uma reação? Hollywood e a mídia – as indústrias que até agora têm sido o lar da maioria dos casos – vivem em uma bolha litorânea e co-dependente. Que [as acuasações] tenham aparecido primeiro lá não é terrivelmente surpreendente e certamente não significa que o comportamento de um Louis CK ou de um Charlie Rose seja menos prevalente nas suítes da América corporativa. Ou no piso comercial de Wall Street. Ou nos bastidores de restaurantes, fábricas e pequenas empresas em todo o país. Na verdade, o maior teste deste movimento será a medida em que ele muda as realidades das pessoas para dizer a verdade simplesmente é uma grande ameaça.”

No vídeo acima, Ashley Judd, Rose McGowan, Selma Blair e até Terry Crews aparecem falando, além de várias outras mulheres.

Não é a primeira vez que a TIME faz algo do tipo. Em 2011, por exemplo, a Personalidade do Ano foi o “manifestante”. A matéria completa da revista com as mulheres está completa em inglês aqui.

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