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Björk dá mais detalhes sobre assédio de Lars von Trier

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Depois de Björk ter falado sobre sua experiência pessoal com assédio envolvendo o diretor Lars Von Trier, o cineasta negou as acusações, mas a cantora voltou a comentar o assunto nesta terça-feira, 17.

Em post no Facebook, Björk deu detalhes sobre o que aconteceu durante as gravações de “Dançando no Escuro”:

No espírito do #MeToo [campanha recente na qual mulheres estão se pronunciando sobre terem sofrido assédio sexual], eu gostaria de ajudar as mulheres em todo o mundo com uma descrição mais detalhada da minha experiência com um diretor dinamarquês. É extremamente difícil falar publicamente sobre algo desta natureza, especialmente quando se é imediatamente ridicularizada pelos ofensores. Eu simpatizo com todos que hesitam, mesmo por anos. Mas eu sinto que é o momento certo, especialmente agora, quando se pode fazer uma mudança. Aqui vai uma lista das ocasiões que eu acho que contam como assédio sexual:

1. Depois de cada tomada, o diretor colocava seus braços em volta de mim por um longo tempo na frente de toda a equipe ou quando estava sozinho, e me acariciava por minutos contra a minha vontade.
2. Quando eu disse depois de dois meses que ele tinha que parar com aquilo, ele explodiu e quebrou uma cadeira na frente de todos no set, como alguém que sempre pôde acariciar suas atrizes. Então todos nós fomos mandados para casa.
3. Durante toda a filmagem, houve propostas sexuais constrangedoras e indesejadas com descrições gráficas, às vezes com sua esposa ao nosso lado.
4. Enquanto filmávamos na Suécia, ele ameaçou subir da varanda do seu quarto para o meu no meio da noite com uma intenção claramente sexual, enquanto sua esposa estava no quarto ao lado. Eu escapei para o quarto dos meus amigos. Isso foi o que finalmente me fez perceber a severidade do que acontecia e me defender.
5. Histórias falsas na imprensa, ditas pelo produtor dele, sobre eu ser difícil de lidar. Isso combina com os métodos e o bullying de [Harvey] Weinstein. Eu nunca comi uma camisa. Não tenho certeza de que isso seja possível.
6. Eu não concordei em ser assediada sexualmente. Isso foi retratado como eu ser difícil. Se ser difícil é se manifestar contra ser tratada assim, então eu fui mesmo.

Quando se fala em “Dançando no Escuro”, o conflito entre Björk e Lars Von Trier é sempre comentado – agora nós sabemos com certeza que toda a experiência não foi nada boa para a cantora.

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