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Pular, gritar, chorar e beijar: Bon Jovi só não fez chover no Rock in Rio

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Todo mundo se lembra da apresentação do Bon Jovi no Rock in Rio de 2013…Né? Lembra, ele beijou uma mina na boca até? AAAAH agora lembrou?

Se sim, você percebe que só o fez pelo beijo e não pelo show; se não, tudo bem. Foi realmente esquecível — a ponto de eu preferir assistir ao jogo do Corinthians do que ir ao show de São Paulo, tão zoada estava a voz do Bom e velho Jovem.

O que aconteceu nessa sexta-feira (22) no palco Mundo, agora sim, será inesquecível. Que showzão da porra!

Verdade que começou meio mais ou menos, com músicas do CD novo e aquelas que só fã de chegar cedo e morar na grade conhece. Mas “Raise Your Hands” acordou o público, que foi de vez à loucura quando tomou um tiro no coração e deu um nome ruim ao amor.

“Born To Be My Baby” fez muito casal se agarrar — um padrão que continuou até o fim do show, não importasse o que Seu Jon tivesse cantando por lá. “Because We Can” e “I’ll Sleep When I’m Dead” mantiveram a animação lá no alto, até que o clima oitentista de “Runaway” tomou conta, exatamente como Jon Bon Jovi tomava conta da plateia: só parariam quando ele quisesse.

E aquela era a hora — rolou até acústico de “Someday I’ll Be Saturday Night”, seguido de “Bed of Roses”, levando muita gente às lágrimas.

“It’s My Life” reacendeu o show, a banda e o publico e assim foi, até o final. Esbarrou na tal da “Roller Coaster”, do novo álbum (se tem algo que odeio mais que solo em show de festival é música nova), mas “Wanted Dead or Alive” já me fez tirar a primeira peça de roupa, que foram saindo a medida que “Lay Your Hands on Me”, “Keep the Faith” e “Bad Medicine” iam sendo tocadas.

E foi aí que rolou algo que, até então, nessa edição, não tinha acontecido: o tempo URGIA e a setlist, divulgada nos canais oficiais do festival, foi alterada. Não sei se a conversa aconteceu no intervalo antes do bis — demoraram o suficiente pra dar aquela tensão de que não voltariam mesmo — ou antes, mas as três canções prometidas se tornaram duas: “Have a Nice Day” e, MINHA MUSICAAAAAA, “Livin’ on a Prayer”. Foi um grande e catártico momento, com todo mundo berrando, já mais de duas horas da manhã.

E a galera ainda pediu e torceu e por um momento achou que ia rolar, mas “Always” ficou de fora mesmo, assim como “I’ll Be There For You”.. E tantas outras.

Desculpa pra retornar. Ou pro pessoal que assistir ao show em São Paulo aproveitar. Porque se for minimamente parecido com
o que vimos aqui, será sensacional. ;)

Por Thiago Borbolla (do Judão), direto do Rio de Janeiro

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