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Halsey: “Pareço uma garota branca, mas sou uma mulher negra”

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Halsey estampa a capa da nova edição especial da Playboy americana. Um dos temas que a cantora mais discutiu na entrevista foi o fato de ter crescido em uma família birracial (já que seu pai é negro e sua mãe branca).

“Uma das minhas grandes piadas há muito tempo era ‘eu pareço branca, mas ainda tenho meninos brancos na minha vida me perguntando por que meus mamilos são marrons’. De vez em quando eu experimento esses conflitos raciais. Eu pareço uma garota branca, mas não me sinto vontade. Eu sou uma mulher negra. Quando eu estava crescendo, não sabia se deveria amar a TLC ou a Britney”, foi uma das declarações de Halsey à publicação.

Sometimes, in moments of fear I think about my father. I think about him, younger than I am right now, holding a six pound baby in his hands and realizing his entire life was about to change. I think about how relentlessly he worked my entire life to make sure I always had everything I wanted. All of the interests he nurtured by working extra hours to buy art sets and violins and sewing kits. How I never knew we had ever struggled because he protected me from ever feeling afraid. I think about the rented apartments for 20 years. Every move we made and new elementary school I started so he could get a better job. I think about how he never objected to wanting to paint my walls pink or purple or blue even though he knew it meant the landlord would keep the security deposit. I think about all of the things he sacrificed and the opportunities he missed out on. I think about the hell I put him through, trying to figure out who I was. When I am scared, I think about my father. Because he brought me into this world without a single clue and somehow he managed to figure it all out. Happy Father's Day dad, I love you.

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“Eu me passo por branca. Aceitei isso sobre mim e nunca tentei controlar nada sobre cultura negra que não é minha. Tenho orgulho de estar numa família birracial, orgulho de ser quem sou e orgulho do meu cabelo. Eu sou metade negra. Meu pai gerenciou uma concessionária de automóveis, usava um terno para trabalhar, teve um bom relógio, sempre barbeado, bonito, jogou golfe nos fins de semana. E as pessoas vinham até ele, ‘E aí, meu irmão! O que tá pegando?’ E meu pai ficava, ‘Oi …'”, acrescentou.

Halsey também revelou qual a sua percepção sobre as discussões sobre racismo cada vez mais frequentes nos Estados Unidos. “A culpa branca é engraçada, mas esse é um momento muito difícil para os brancos que são contra o racismo. As pessoas não querem fazer muito, mas querem fazer o suficiente. Na minha bolha de Los Angeles, estou cercada por muitas pessoas boas e com ótimas intenções. Mas, como eu descobri nessa última eleição, minha bolha é só uma pequena fração de como esse país funciona. Essa é a minha maior frustração em relação à percepção do público a qualquer tipo de ativismo: a mentalidade do ‘Bem, isso não me afeta’. Abram seus olhos, porra.”

“O objetivo de todos é ser o primeiro a descobrir que alguém está fazendo algo errado. Uma menina publica uma foto de si mesma com tranças e a primeira resposta será ‘Isto é apropriação cultural. O que diabos há de errado com você?’ E a menina vai dizer: ‘Eu sou metade negra’. Então respondem: ‘Oh, desculpe. Você está bonita’. Ficamos traumatizados porque tantas pessoas realmente cometeram apropriação cultural, mas nosso instinto é muito reflexivo”, afirma Halsey.

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