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As minhas primeiras impressões de “Joanne”, novo álbum da Gaga!

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Saiu, vazou, corre! O novo disco da Lady Gaga, “Joanne”, já está entre nós. E eu vim me precipitar e fazer uma review. Sim, porque o ideal é ouvir mais uma vez, duas vezes, para absorver o trabalho da monstrona.

Mas que tal uma resenha de primeira impressões? Já tenho o CD (que a internet já está espalhando!). Saiu antes o disco físico na Bélgica e os lirous já fizeram o serviço de jogar as músicas na rede e compartilhar o amor.

Vou dar play:

1. Diamond Heart

Boa música para começar o CD. Ela começa contando a história de uma garota americana (uma prostituta? parece que sim). Melodia legal, batida impactante. É uma música bem Lady Gaga, cheia de energia, vocal poderoso. Tem bateria forte, é bem rock.

Gaga canta na letra que essa garota não é “flawless”, mas tem um coração de diamante. Poder para garotas!

2. A-Yo!

Segura, peão! “Heeeere we go”, chama Gaga no começo. Eu tô adorando essa. Tem uma batidinha que parece palma batendo e que dá um ritmo animado pra música. A guitarra traz um pouco de country para a ~cantiga~. O refrão com várias vozes femininas cantando “A-Yo” é maravilhoso. É uma reunião de girls. Tem um solinho de guitarra sensacional depois do minuto 2:00. Assim… Sensacional!

Mais uma música cheia de energia com melodia boa e grudenta. Essa é melhor que a anterior. É country, mas é bem pop. Queria muito saber de quem é a produção.

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3. Joanne

Faixa-título do CD. Olha, eu nunca achei que fosse tanto gostar de Lady Gaga country. Estou amando. Essa música tem um quê de Joni Mitchell, um quê de Carole King. Tá tudo no violãozinho, na calmaria da melodia. A música é sobre uma garota, a Joanne, que está indo embora, e Gaga sofre por isso.

A Joanne é a tia da cantora, já falecida, mas poderia muito bem ser a própria cantora, que carrega o nome Joanne na certidão de nascimento. Outra música boa. Eu tava morrendo de medo porque não tinha gostado de “Perfect Illusion”. Mas até agora esse CD está muito bom.

4. John Wayne

Não tinha como ter um álbum com temática country sem uma música dedicada ao cowboy mais sexy e mais famoso de Hollywood. A música fala sobre homens, diz que todos eles são John, todos aventureiros, ultrapassando sinais de trânsito. É Gaga sabendo que vai se dar mal ao se envolver com esse cara, mas pisando fundo e indo mesmo assim para o olho do furacão. Mais uma música extremamente bem produzida.

Eu queria ter o encarte para saber quem está produzindo qual música. Essa tem uma pegada country, mas é totalmente moderna. Eu nunca gostei tanto de ouvir Lady Gaga. Bjs. Próxima música.

5. Dancin’ In Circles

Sabe o que parece? Uma música da Gwen Stefani. Não só pelo vocal sussurrante e por um tom de voz que lembra a loira da boca linda vermelha, mas também pela pegada pop misturada com reggae e ska. Tem um suingue legal, é bem boa. Se as outras músicas eram uma nota 8 ou 9, essa é uma 7. É legal, mas não impressiona tanto.

6. Perfect Illusion

Num guento mais ouvir. Continuo não gostando.

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7. Million Reasons

Eu amo o vocal country no refrão, com aquele vibrato e aquela sofrência. É ruim achar legal a Gaga ter se dado mal no amor quando a gente ouve música tão inspiradora? Mais uma letra poderosa de amor. É uma balada Gaga. Bem dor de cotovelo, sobre homem que dá desculpinhas atrás de desculpinhas. Uma balada tipo “You and I”, tipo “Speechless”, mas bem country…

8. Sinner’s Prayer

Podia ser uma música de Kill Bill. Sei lá porque achei isso. Talvez porque fala de pecado, talvez pelo solo de guitarra pesado e desafiador. Eu amo os vocais que não gritam, os vocais que dão para ouvir perfeitamente o que Gaga canta. Mais uma música para cantarolar, para ouvir no carro. Tem um ar de “road trip”.

Sim, maaaaais uma música boa. Eu não esperava muito do disco, então estou surpreso. Ok, a Gaga agora está gritando no final da música, mas é um grito comedido e necessário porque a música está chegando no clímax. Adoro a guitarra e o violão.

9. Come To Mama

“Todo mundo tem que se amar. Pare de jogar pedras nos seus irmãos e irmãs. Não faz muito tempo a gente estava vivendo na selva. Então por que a gente tem que colocar uns aos outros pra baixo quando há amor o suficiente para seguir em frente? Come to mama!” Essa é a Gaga mandando a galera LGBT, que ela ajudou a tirar do armário com “Born This Way” e em muitos outros momentos da carreira, a parar de brigar.

A música fala também: “eu disse que os arco-íris fizeram mais do que já fizeram antes, então por que nós temos que brigar por causa de ideias?”. Obrigado, Gaga. Exatamente.

“Não haverá futuro se a gente não se entender”.

Ah, tem saxofone na música (sdds “The Edge of Glory”). É uma balada com bateria maravilhosa. Parece música de festa, de casamento, é música para unir, pra festejar.

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10. Hey Girl

Chegou o dueto com a Florence. Estava ansioso para ouvir. As duas dividem os vocais numa música inspiradora sobre mulheres que estão aí para ajudar umas às outras. “Se você perder o rumo, saiba que estou aqui por você”.

Eu tô adorando que Joanne é sobre mulheres lutando. Eu pensei que o disco poderia ser só sobre o ego da Gaga, mas não. Amém. Tem um pianinho, um sintetizador maravilhoso. Sabe o que lembra um pouco? As músicas do Prince. Essa é meio funky, tem um baixo maravilhoso. Tem cara de produção de Mark Ronson. Amei. Uma das melhores do CD. Um dos melhores duetos do ano. Quero ver essas duas ao vivo cantando essa. Vai ser foda.

11. Angel Down

Gaga está no chão, meus queridos. A música é quase uma oração. Gaga trouxe os violinos para uma balada sobre um anjo que caiu do céu. Ela quer salvar esse anjo porque tem esperanças. Parece música de caixinha de música, de bailarina… Bem fofa. (Update: estão dizendo que a música é sobre a galera LGBT que foi morta na boate Pulse).

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O que eu achei de “Joanne”?

É o álbum mais sofriiiiido da Gaga (tô falando no campo da emoção). É feio comemorar o fato dela ter se dado mal no amor? Porque se o resultado desse sofrimento todo é um álbum tão bom e tão inspirador e cheio de composição boa, eu estou é bem feliz. É Gaga abrindo o coração, gritando, e ao mesmo tempo abrindo as asas para acolher outras mulheres. É sobre poder feminino, é sobre amor, esperança… Sobra até conselhos de paz para a comunidade LGBT.

Eu gostei bastante. A maioria das músicas é um acerto. É um disco com unidade, com propósito, inspirador e beeeem diferente da zona que foi o anterior, o “ArtPop”. A música “Perfect Illusion” ainda é um trem louco bem chato, mas o resto do disco é uma supresa pra lá de agradável.

Eu amo que a Gaga, hoje em dia, muda de estilo musical assim como mudava de look anos atrás. A grande novidade dela agora é a surpresa musical, o inusitado sonoro. Se antes ela mudava o cabelo todo dia, saía de um ovo para cantar, usava uma lagosta na cabeça e se vestia de carne, hoje ela se reinventa na musicalidade, se jogando no jazz e enfiando Cole Porter goela abaixo dos fãs, depois cantando os clássicos dos musicais, Sinatra, etc.

Agora, com “Joanne”, ela traz uma boa mão de country, um pouco de Patsy Cline, Dolly Parton… Para falar de amor. Eu gosto muito mais dessa Gaga.

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