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“Star Wars: O Despertar da Força” inicia a nova trilogia com a grandiosidade do primeiro filme

Finalmente o novo “Star Wars” está estreando! Acho que o mundo não via um alvoroço assim vindo de Hollywood há tempos. “Star Wars: O Despertar da Força” chega dez anos depois do “A Vingança dos Sith” e está do jeito que os fãs precisavam.

Algo que devemos agradecer ao diretor J. J. Abrams – e deveria virar moda no cinema – foi não ter contado a história nos trailers. Eles nos mostraram o suficiente para ficarmos ansiosos, mas ninguém sabe muito até ver o filme. A sensação que dá no cinema é finalmente voltar à galáxia trinta anos depois de “O Retorno do Jedi” e ver como ficou com os próprios olhos.

Abrams fez de “Despertar da Força” uma obra que traz cicatrizes da época do Império em cada detalhe, ao mesmo tempo em que dá um novo gás à saga criando uma ótima trama com personagens novos bem construídos, respeitando a mitologia criada por George Lucas.

[A PARTIR DE AGORA CONTAMOS UM POUCO DO FILME E A TRAMA PRINCIPAL, ENTÃO TEM SPOILERS! Mesmo assim, não contamos momentos-chave ou o final]

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A Força está despertando, exatamente como foi deixada na trilogia original

O filme começa da mesma forma de sempre, já para arrepiar todo mundo, e ficamos sabendo pelo letreiro:

Trinta anos se passaram desde a Batalha de Endor. Luke Skywalker desapareceu no meio desse tempo e agora um novo império do lado negro da Força, a Primeira Ordem, quer encontrá-lo e eliminá-lo para evitar a volta dos Jedi. Princesa Leia, agora líder da Resistência, o procura e manda seu melhor piloto do X-Wing entregar a ela um mapa importante para encontrar Luke.

O piloto é Poe Dameron, interpretado por Oscar Isaac. Problemas acontecem no meio do caminho e Poe deixa o arquivo importante dentro de seu dróide, BB-8, num planeta deserto. “Mas espera aí… Isso não é igual ao ‘Episódio IV: Uma Nova Esperança’?”. SIM, MEUS CAROS! J. J. Abrams teve a sacada genial de resgatar a energia do filme de 1977 e adaptá-la para uma nova geração.

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“O Despertar da Força” é uma continuação genuína e respeitosa da saga do George Lucas. Abrams trouxe de volta o que a segunda trilogia não conseguiu: aquela sensação de que acompanhamos uma missão entre milhares da Resistência e vemos personagens distintos indo ao encontro inevitável entre eles. Foi assim que começou em 1977, e assim que começa agora.

Também temos uma nova “Estrela da Morte” a ser destruída, claro! E ainda maior do que conhecemos e muito mais ameaçadora. A Primeira Ordem parece ser mais potente e bem organizada que o Império dessa vez.

Dá pra pensar “mas aí é fácil”, mas o diretor garante a repaginada com protagonistas muito bem construídos e novas figuras que servem como sucessoras do legado “Star Wars”.

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Os novos personagens dão uma cara nova ótima para a saga

Começando os desencontros, conhecemos Rey (Daisy Ridley). Ela é uma catadora de peças velhas e encontra BB-8 no meio do deserto (igual Luke). Rey é a personagem emponderada feminina que o cinema precisa sempre! Ela é auto-suficiente, tem muito conhecimento de luta e pilotagem (Han!) , não gosta de homem a protegendo e dá um show nas sequências de ação (Leia!).

Não vamos contar detalhes, mas Rey tem um protagonismo inimaginável e muito além dos trailers. É a peça do filme que engatilha a história para o resto da trilogia.

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Finn (John Boyega) surge de forma inédita como um Stormtropper que larga seu destino e trai a Primeira Ordem. (Quer prova melhor que essa das adaptações ao nosso tempo?). Ele acaba encontrando Riley mas ainda não sabe se luta pela própria sobrevivência ou se junta à Resistência. Reminiscências de Han Solo?

Então temos Kylo Ren (Adam Driver), literalmente um fã de Darth Vader querendo ser como seu ícone. Ele foi seduzido por Snoke, mestre da Primeira Ordem, ao lado negro da Força e tenta cumprir o legado de Vader.

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Uma coisa em Kylo que também vemos em Finn e Rey, é que ele tem um grande potencial, mas é imperfeito. Kylo tem um passado complicado (e chocante) que faz o vilão não ter a bravura de Vader. Ao mesmo tempo em que Finn e Rey são tão jogados nos eventos do filme que mostram talentos ainda não refinados. Isso enriquece o andamento da história e nos faz torcer por eles.

Também devemos dar créditos à Capitã Phasma (Gwendoline Christie), outra figura feminina forte que comanda todos os Stormtroppers; e à Maz Kanata da Lupita Nyong’o que é tão importante para o “despertar” que se aproxima da figura de Yoda.

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O elenco antigo volta com muita grandeza

Rey, Finn e Kylo podem ter assumido o protagonismo do filme, mas não excluem os arrepios que dá na gente quando Han Solo e Princesa (agora General) Leia entram em cena.

Han volta com Chewbacca como se aquele lado oportunista e descarado dos dois nunca tivesse sumido. Han ainda é o canalha dos primeiros filmes, fazendo até Chewbacca ser a consciência dos dois. Mas dessa vez, o personagem do Harrison Ford tem um papel muito mais dramático.

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Leia comanda a Resistência com toda a grandeza que comandou os Rebeldes. Mesmo corajosa e ambiciosa, ela carrega um grande peso no filme: a perda do irmão e a volta da guerra. Fora das sequências de ação, vemos Leia aflita com o andamento dos eventos e cheia de esperança.

E claro, vemos o C-3PO tão desesperançoso quanto anos atrás e o R2-D2 que sempre traz a chave de tudo.

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A Galáxia deixada pela guerra ainda é linda

Outra coisa para agradecer J. J. Abrams: a atenção dele para deixar os cenários e elementos do filme o mais real possível sem efeitos especiais. O BB-8, por exemplo, é real! E isso faz toda a diferença, ainda mais aos fãs.

A sequência no planeta Jakku é linda e foi gravada no deserto de Abu Dhabi. Os atores realmente interagem com grande parte dos objetos e do cenário. Isso legitima o filme e resgata ainda mais o ar dos clássicos.

Dá pra dizer que os efeitos especiais só foram importantes para deixar as criaturas exóticas mais vivas e dar toda a imensidão da galáxia. Mesmo assim, até as sequências de naves gigantes e batalhas no espaço lembram os filmes clássicos.

Ah, e vemos resquícios dos conflitos contra o Império por todos os lugares. O jeito que a Millenium Falcom surge é genial e Reyn mora dentro de uma sucata enorme que na verdade é um AT-AT destruído igual àqueles da Batalha de Hoth!

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A nova trilogia começa, tão incrível quanto a original

Resumindo, a Disney acertou! Ficamos aflitos quando ela adquiriu a Lucasfilm em 2012.  Mas J. J. Abrams criou o que os adoradores de “Star Wars” precisavam e deu início a uma nova trilogia que já estamos ansiosos pra acompanhar.

“O Despertar da Força” nos coloca dentro da guerra contra a Primeira Ordem igual quando “A Nova Esperança” nos apresentou os Rebeldes e o Império. Os novos protagonistas e vilões também não decepcionam em assumir o legado dos antigos e realmente refletem os 30 anos que se passaram.

E a trama tem reviravoltas dignas também. De cair o queixo, mesmo. Do começo ao fim! Já queremos os outros dois filmes!

“Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” estreia dia 17 de dezembro.

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