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Mergulhado nos pântanos da Louisiana – 2° dia


Família Landry(da esquerda para a direita): Brandon, Chase, Troy e Jacob.

O Papelpop foi convidado pelo canal A&E e NET para ir até Nova Orleans visitar alguns pântanos do estado da Lousiana, nos Estados Unidos, em busca de jacarés. Sabe o que é pior? Nós topamos! Hahaha!

É lá que ocorrem as gravações da série “Mergulhados no Pantano”, da A&E, cuja quarta temporada estreia no dia 12 de agosto. Foram dois dias conhecendo a belíssima cultura e os cenários exóticos do local.

Depois de conhecermos Nova Orleans, no segundo dia acordamos bem cedo e partimos para os pântanos de Pierre Part, onde vive a família Landry, que faz parte do reality show. São quatro caçadores de jacarés na família, Troy, o pai, e Jacob, Chase e Brandon, os filhos.

Depois do pulo, leia o diário da minha visita ao pântano…

Chegando na casa deles, percebemos que jacarés não são as únicas coisas que eles caçam, pois além de répteis empalhados, eles tem vários cervos na parede.


Nessa região da Louisiana praticamente tudo é pântano, por isso, o quintal das casas possui esse cenário:

Depois de conhecermos rapidamente a família, nós fomos andar de barco pelos pântanos atrás de algum jacaré. Nosso objetivo era pelo menos avistar algum bicho, pois nessa época do ano não é permitida acaça dos répteis. Os caçadores de jacaré licenciados só podem capturar e vender os animais durante o mês de setembro, quando a caça é liberada, e a série é então gravada. Além disso, cada um deles só pode caçar uma quantidade determinada de animais, que varia a cada ano.

Como o grupo era grande precisamos nos dividir em 3 barcos, dois deles com um câmera dentro todo encolhido no canto, igual ocorrer durante as gravações da série Os brasileiros acabaram ficando na embarcação do Chase, o filho mais novo de Troy.


Quando a família Landry está caçando os animais, antes eles prendem várias armadilhas em árvores, com ganchos e iscas. Depois de um tempo eles retornam aos locais onde deixaram essas armadilhas e conferem se algum jacaré ficou preso. Durante a caça, o barco é sempre comandado por uma dupla, e quando eles encontram um bicho preso, eles dividem as funções. Um deles precisa puxar a corda em que o réptil está preso ficando com a mão (e os pés às vezes) a poucos metros da enorme boca do bicho, e não pense que a armadilha impede que ele ataque. Enquanto isso o outro pega uma espingarda e precisa mirar bem em cima da cabeça do jacaré para matá-lo.

Depois de alguns momentos de adrenalina, a dupla só precisa puxar aquela carcaça super pesada para dentro do barco. Vocês acreditam que cada um desse barquinhos cabe entre 30 e 35 corpos de jacaré?

Foram duas horas passeando de barco pelos pântanos atrás de algum lagartão. Porém, não avistamos nenhum, afinal estávamos em três barcos nada silenciosos e nenhum jornalista ali sabia fazer silêncio para tentar avistar um jacaré. O resultado desse passeio foi um rosto vermelho completamente queimado do Sol. O único lagartão que vimos foi o da foto que publicamos ontem, que na verdade estava congelado hehehehehehehe!

Nós então retornamos para a casa dos Landry, onde conhecemos os animais de estimação deles. Eles criam essa Tartaruga-Mordedora, coisa mais fofa, mais bonita. Mas a maior ameaça da casa é Sophia, a pequena cachorrinha que esses marmanjões tem.

Mas a parte mais importante estava para chegar: a comida! Os próprios caçadores prepararam um “churrasco” para a gente, com direito a bagre, lagostins e carne de jacaré. Obviamente eu corri para experimentar essa especiaria. Eles fizeram carne do bicho empanada, por isso, o gosto que ela tinha era igual a peixe frito, muito parecido com o bagre que também estava comendo. Se tiverem a oportunidade de um dia experimentarem, recomendo.


Carne de jacaré crua (pote da direita)


Carne de jacaré fritinha

Mesmo não conseguindo ver nenhum jacaré vivo durante o dia, a experiência valeu a pena, por conhecer pessoalmente os personagens do reality, que apesar de ganharem muito dinheiro com a série, ainda são uma típica família de caipiras americanos, unidos e falando com um sotaque difícil de entender.

No final do dia, só nos restou pegar a nossa van de volta para Nova Orleans, cruzando uma estrada construída em cima do pântano (por quilômetros tudo o que tem embaixo dos carros é apenas água e lama), para no dia seguinte retorna para São Paulo.

*Papelpop viajou a convite da A&E e da NET

por Rafael Aloi em 11/08/2013 14:00

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