Menu Papel POP

Novo garoto na música: Jake Bugg chega com um violão e ótimas músicas para acabar com o ‘plastic pop’

MAIS SOBRE:

Ele é o grande inimigo de programas como o “X Factor”. O garoto britânico de 18 anos não consegue entender por que um cantor estreante quer participar de um programa desses. “Aquelas pessoas, você coloca uma folha com músicas na frente delas e elas cantam. Elas não se importam. Elas não estão cantando a música, cara. Isso é detestável”, disse Jake Bugg em entrevista para a revista NME.

É desse jeito, com opiniões fortes e polêmicas, que Jake Bugg chega chamando a atenção da mídia. Mas não só por isso. Quando esses tipos de declarações polêmicas aparecem junto com um punhado de ótimas composições pop/rock (queira Jake ou não, esse é o gênero que melhor define o estilo musical dele), dá pra respeitar o artista ainda mais.

Dá pra entender bem por que Bugg tanto levanta a bandeira da originalidade e da personalidade. Apadrinhado pelo ex-Oasis Noel Gallagher (tá explicado também o temperamento polêmico), o cantor estreante vendeu mais de 35 mil cópias do seu homônimo álbum de estreia só no Reino Unido.

Os clipes de Jake Bugg no Youtube já totalizam mais de 3 milhões de visualizações. Nada mal pra quem está começando agora.

Na música “Two Fingers” (acima), os primeiros versos já definem a personalidade e marcam o início da carreira de Jake Bugg:

“I drink to remember,
I smoke to forget.
Some things to be proud of,
Some stuff to regret
Been down some dark alleys
In my own head
Some thing is changing, changing, changing”

Vale também conferir as também ótimas “Lightning Bolt”…

… E também os clipes para “Trouble Town” e “Someone Told Me”.

Para alguém que começou agora, estrear com essa quantidade de música boa é coisa rara. E Jake sabe muito bem disso. “Algumas pessoas escrevem uma única música boa e o resto é tudo uma merda. Você vê isso nos festivais facilmente. E são pessoas que eu gostaria de citar, tipo aquele cara que escreveu a faixa dubstep pro comercial do Internet Explorer”, disse Jake provocando Alex Clare com a faixa “Too Close”.

É claro que existem muitos clichês musicais em Jake Bugg: o violão que vem acompanhado da voz que sai pelo nariz (alô, Oasis! alô, Bob Dylan!), as letras que relatam pedacinhos de vida adolescente, a obviedade do som acústico, etc.

Mesmo assim, o garoto tem seus méritos por fazer música sem idiotice, com sinceridade, originalidade e cantar sobre aquilo que ele sabe e sente com muita honestidade e talento. E isso, a gente sabe muito bem, é uma qualidade rara em épocas de ‘plastic pop’ (com suas músicas que já saem pré-fabricadas pelo dinheiro para fazer sucesso) e dos robôzinhos de reality-shows.

Por essas e outras, ouvir Jake Bugg é um alívio!

Comentários

Topo