Menu Papel POP

Coldplay e Maroon 5 trazem o pop/rock fofuxo e burocrático para o Rock in Rio e emocionam a galera!

MAIS SOBRE:

A questão com o Coldplay é a seguinte: se tiver um CD dos caras tocando, todas as pessoas que estiverem ouvindo vão cantar junto. Tudo porque se tem uma coisa que eles sabem fazer é megahits mundias que tocam loucamente nas rádios e que atingem milhares de pessoas.

Foi isso que aconteceu no encerramento da penúltima noite do Rock in Rio, no Rio de Janeiro. A banda britânica, liderada por um visualmente muito animado Chris Martin, levantou o público da Cidade do Rock, com um dos maiores coros dessa edição, principalmente em músicas como “Viva La Vida” (que foi realmente lindo de ouvir, diga-se), as baladas “Fix You” e “The Scientist” e até mesmo na brincadeira com “Rehab” da Amy Winehouse.

Mas quanto disso tem efetivamente a ver com a performance do Coldplay no palco? Chris Martin tinha momentos de animação e é claramente um entertainer, falando com charme em português palavras como “direita” e “esquerda” e a frase “todo mundo junto”.

Tudo era muito fofuxo e gostoso, mas ao mesmo tempo muito certinho e burocrático.

Os caras basicamente emendavam uma música na outra, interagiam pouco com o público e acabaram fazendo um show que, embora bonito, foi corretinho normal e esperado. A parte bonita fica com a presença do Chris, que tem um brilho próprio e consegue se virar bem no palco.

Os fãs curtiram, é lógico. O show é feito pra eles, assim como o álbum e toda a dedicação da banda…

Falando em fã da banda, Murílio Benício até se emocionou na plateia.  Hahahaha!

Fizemos um GIF desse momento mágico!

Também teve Adam Levine dançando que nem o Mick Jagger! Leia depois do pulo!

Quem subiu ao palco mundo antes dos Coldplay foram os americanos do Maroon 5, que, obviamente, abriram o show com o maior sucesso da última semana, “Moves Like Jagger”, sem a Aguilera.

Para quem não sabe, o Maroon 5 não viria ao Rock in Rio. Eles foram “pescados” de última hora depois da desistência do rapper americano e marido da Beyoncé, o Jay-Z.

Se isso influenciou na empatia com o público, é difícil dizer. Agora, o show foi um pouco morno, né? Tá certo, o Maroon 5 cantou os maiores sucessos da carreira que, considerando a estrada dos caras, não são poucos. Mas foi um show burocrático, ainda mais do que o do Coldplay.

Se eram só fãs que estavam ali ou não, o saldo é que, mesmo não arrebatando o público como o Coldplay, o Maroon 5 empolgou. Pelo menos, dessa vez, o Adam Levine não precisou tirar a camisa pra isso. E olha que não faltou gente pedindo ali, né?

Comentários

Topo